A Justiça do Rio condenou, nesta sexta-feira (6), os três réus pelo assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, ocorrido em fevereiro de 2024, no Centro da capital. Em decisão do júri popular, Leandro Machado da Silva, Cezar Daniel Mondego e Eduardo Sobreira de Moraes receberam, cada um, a pena de 30 anos de prisão.
Além da reclusão por homicídio triplamente qualificado, o juiz Cariel Bezerra Patriota decretou a perda do cargo público do policial militar Leandro Machado, apontado como o articulador logístico do crime.
“Estado Paralelo”
Na sentença, o magistrado destacou o nível de profissionalismo do grupo. Segundo Patriota, há indícios de que os réus integravam uma organização criminosa altamente estruturada, com divisão de tarefas complexa, funcionando como um “verdadeiro estado paralelo”.
- Leandro Machado (PM): Providenciou os veículos para o crime.
- Cezar Mondego (“Russo”): Responsável pelo monitoramento da vítima.
- Eduardo Sobreira: Motorista que seguiu os passos do advogado.
Motivação: Conflito no mercado de apostas
De acordo com o Ministério Público (MP-RJ), a execução foi motivada pela intenção de Crespo de abrir uma casa de apostas (Sports Bar) em Botafogo. A região, antes controlada por Bernardo Bello, teria passado ao domínio do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho.
O promotor Bruno Faria rebateu a tese da defesa de que o monitoramento seria por uma suposta traição conjugal, classificando a versão como uma tentativa de “macular a memória da vítima”.
Próximos passos
As defesas dos três condenados informaram que vão recorrer da decisão. Os advogados alegam falta de provas diretas de autoria e sustentam que o MP se baseou em presunções para ligar os réus ao crime e a organizações criminosas.






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