O jurista Ives Gandra da Silva Martins, tido como referência entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), diz não ver “problema maior” nos diálogos revelados pela Folha que mostram que o ministro Alexandre de Moraes usou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) fora do rito para investigar bolsonaristas.
Gandra afirma que não foi consultado por parlamentares que tentam impulsionar um pedido de impeachment contra o magistrado, mas diz que não assinaria a iniciativa sob nenhuma hipótese. “Não tenho a tentação de atacar fulano ou beltrano. Sempre ataquei ideias, não professores”, afirma à coluna de Mônica Bergamo. na própria Folha.
“Evidentemente, é uma conversa inadequada. Mas, a meu ver, assim como eu entendia naquele momento da Vaza Jato, não há problema maior agora [no caso de Moraes]”, afirma Gandra, em referência ao episódio em que foram reveladas mensagens entre procuradores da Lava Jato e o então juiz federal Sergio Moro.
“O rito é importante, mas o que vale em um julgamento é a decisão final”, completa Gandra.





