Baleada na cabeça por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na noite de 24 de dezembro, Juliana Leite Rangel, de 26 anos, passou por uma cirurgia de emergência de três horas para controlar o sangramento. Internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, ela se encontra em coma induzido, coma tempo indeterminado para a recuperação. O disparo atingiu a lateral do crânio.
O diretor médico da unidade, Moises Almeida, explicou que a cirurgia foi realizada para descomprimir a área afetada pelo impacto da bala, que provocou edema e sangramento. Embora o projétil não tenha penetrado na cavidade craniana, a situação é crítica. “O foco principal foi descomprimir a região para controlar os danos”, afirmou Almeida.
Juliana continua sedada para minimizar o inchaço e melhorar seu quadro clínico. Apesar de uma leve evolução, o médico alertou que lesões neurológicas dessa natureza são sérias e podem resultar em sequelas.
Neste sábado (28), ela será submetida a uma hemotransfusão, recebendo uma bolsa de sangue, e novas transfusões podem ser necessárias. Juliana estava a caminho de uma ceia de Natal em Niterói com familiares quando seu veículo foi confundido com outro supostamente envolvido em um ataque a policiais. Os agentes da PRF que participaram da abordagem foram afastados e tiveram suas armas apreendidas pela Polícia Federal, que investiga as circunstâncias do ocorrido
Com informações de O Globo
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