Família da jovem baleada na cabeça vai processar União; quadro de saúde é grave, porém estável após cirurgia

Apesar da gravidade, o quadro da paciente é estável. A jovem já foi submetida a uma cirurgia e segue no pós-operatório, sem apresentar pioras desde sua entrada no hospital

A família de Juliana Leite Rangel, de 26 anos, que foi baleada na cabeça durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na terça-feira, véspera de Natal, pretende processar a União. De acordo com o advogado da família, Paulo Ascenção, o processo incluirá um pedido de liminar para que a União cubra os custos de transferência da jovem para uma unidade de saúde particular. Atualmente, Juliana está internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, onde se encontra em estado grave.

A médica intensivista responsável, Juliana Paitach, informou que, apesar da gravidade, o quadro da paciente é estável. A jovem já foi submetida a uma cirurgia e segue no pós-operatório, sem apresentar pioras desde sua admissão no hospital.

A família busca melhores condições de tratamento para Juliana, enquanto a investigação sobre a ação da PRF que resultou no disparo continua. O caso levanta questões sobre o uso da força policial e possíveis erros na abordagem.

— Ela está sedada, em coma induzido, para que ela possa receber toda a medicação, ficar num padrão estável e o cérebro ter tempo de reduzir o edema. Ela passou pela cirurgia logo que chegou e o projétil foi retirado. Está seguindo agora no pós-operatório, esperando uma estabilidade melhor para repetir alguns exames. Do que ela chegou para agora não teve piora. É uma paciente jovem atendida com rapidez que tem tudo para evoluir, mas não tem como a gente saber como ela vai ficar — pontua.

Em nota, a Prefeitura de Duque de Caxias, através da Secretaria Municipal de Saúde e direção do Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN) informou que “a paciente, que foi atingida por arma de fogo (PAF) em crânio, foi entubada e encaminhada diretamente para o centro cirúrgico, onde passou por procedimento, sem intercorrências. No momento, seu quadro de saúde é gravíssimo”.

Agentes foram afastados

Na manhã desta quarta-feira, os policiais rodoviários envolvidos na abordagem prestaram depoimento para esclarecer o que aconteceu na divisão da Polícia Federal de Nova Iguaçu.

Em nota, a PRF informou que a Corregedoria-Geral da Polícia Rodoviária Federal, em Brasília, determinou a abertura de um procedimento interno para apurar os fatos relacionados à ocorrência. Segundo a corporação, os agentes envolvidos foram afastados “preventivamente de todas as atividades operacionais”.

“A PRF lamenta profundamente o episódio. Por determinação da Direção-Geral, a Coordenação-Geral de Direitos Humanos acompanha a situação e presta assistência à família da jovem Juliana. Por fim, a PRF colabora com a Polícia Federal no fornecimento de informações que auxiliem nas investigações do caso”, diz a nota.

A Polícia Federal informou que esteve no local para realizar “as medidas iniciais, que incluíram a perícia do local, a coleta de depoimentos dos policiais rodoviários federais e das vítimas, além da apreensão das armas para análise pela perícia técnica criminal”.

Com informações de O Globo.

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