Fontes do Itamaraty ouvidas pelo Blog da Andréia Sadi relatam que o sentimento é de que foi criada uma “emboscada” para Meyer em reprimenda que veio após declaração de Lula feita no domingo (18), comparando o genocídio cometido por Israel na Faixa de Gaza ao extermínio de judeus por Hitler na Segunda Guerra.
Na reunião entre Mauro Vieira e o embaixador israelense no Brasil, Daniel Zonshine, não se falou em retratação nem desculpas por parte do Brasil. Segundo fonte ouvida pela reportagem, o foco foi justamente demonstrar inconformismo e desconforto do tratamento ao embaixador brasileiro.
A emboscada, na visão do Itamaraty, se deu porque expuseram Meyer ao chanceler israelense falando em hebraico, sendo que Meyer não fala o idioma.
Na visita de Solzhine ao Rio, o Itamaraty colocou à disposição um intérprete para ele, caso quisesse falar hebraico. Mas não foi necessário, pois ele avisou que falaria português e recorreria ao inglês. A disponibilidade de um tradutor foi um ‘tapa com luva de pelica’ de como se faz diplomacia após a cena vexaminosa a que submeteram Meyer.
“Aquilo ali não existe em manual diplomacia algum”, completa uma fonte.
Após a escalada da tensão e reprimenda pública, o governo brasileiro mandou Meyer voltar de Tel Aviv para o Brasil. Chamar um embaixador de volta, como fez o Brasil, é uma medida considerada dura nas relações internacionais. É uma sinalização de que o país quer ouvir esclarecimentos de seu diplomata a respeito de uma atitude considerada hostil efetuada pela outra nação.
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