Itamaraty anuncia corte de verbas: diplomatas no exterior temem não poder bancar despesas básicas

Ministério explicou que houve corte de R$ 452 milhões, equivalente a 20% do orçamento previsto

O Itamaraty informou, por meio de uma circular divulgada na quarta-feira (28), sobre cortes nos repasses de verba destinados às embaixadas e consulados-gerais, causando surpresa e preocupação entre os diplomatas. O documento não especifica o percentual da redução, mas indica que despesas recorrentes e compras de material de consumo precisarão ser adiadas, e que contratos e prazos de pagamentos devem ser revistos e renegociados com fornecedores para os próximos meses.

O embaixador Arthur Nogueira, presidente da Associação de Diplomatas Brasileiros (ADB), expressou sua preocupação, destacando que a situação pode levar a problemas significativos, como até a impossibilidade de consertar veículos da embaixada.

Atrasos no auxílio-moradia

Funcionários do ministério no exterior estão enfrentando atrasos no pagamento do auxílio-moradia, essencial para cobrir o alto custo de vida em muitos países. A ADB orientou os diplomatas afetados a enviar extratos bancários e comprovantes de aluguel para solicitar uma liminar que assegure o auxílio como verba indenizatória.

Diplomatas em países onde o aluguel deve ser pago antecipadamente estão particularmente preocupados. Em países como a Zâmbia, onde o auxílio do Itamaraty cobre integralmente o aluguel, a falta de recursos pode resultar em dificuldades financeiras.

Alguns embaixadores relataram que a redução orçamentária comprometerá pagamentos para segurança das embaixadas e eventos como as celebrações do 7 de Setembro. Medidas emergenciais incluem a redução do horário de expediente e o trabalho remoto para economizar com energia.

No início de 2021, cortes semelhantes levaram a atrasos nos pagamentos de aluguéis e contas de serviços em várias representações brasileiras no exterior.

Embaixadores acreditam que a situação continuará crítica pelo menos até dezembro deste ano. O Itamaraty explicou que o corte de R$ 452 milhões, equivalente a 20% do orçamento previsto, afeta despesas discricionárias, como salários de pessoal local e contratos de manutenção. A pasta está tentando otimizar os recursos disponíveis para cobrir as despesas essenciais.

Com informações da Folha de S.Paulo

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