Diplomatas brasileiras veem como “prêmio de consolação” a ocupação do segundo posto do Itamaraty

A decisão de entregar a secretaria-geral do Itamaraty a uma mulher, a embaixadora Maria Laura da Rocha, está sendo vista como prêmio de consolação por diplomatas brasileiras que se mobilizaram para que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicasse uma mulher para o Ministério das Relações Exteriores. O governo, para aplacar a contrariedade, deve indicar também…

A decisão de entregar a secretaria-geral do Itamaraty a uma mulher, a embaixadora Maria Laura da Rocha, está sendo vista como prêmio de consolação por diplomatas brasileiras que se mobilizaram para que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicasse uma mulher para o Ministério das Relações Exteriores.

O governo, para aplacar a contrariedade, deve indicar também embaixadoras para cargos estratégicos no exterior.

As informações são de Mônica Bergamo, na Folha online.

Havia a expectativa da nomeação de uma chanceler pela primeira vez na história brasileira, mas o nome de Mauro Vieira foi anunciado ontem pelo presidente eleito, no que foi visto como uma vitória da estabilidade e da velha guarda.

Vieira é próximo do ex-chanceler Celso Amorim, um dos principais assessores de Lula na área internacional, e se aproximou de quadros do PT com atitudes consideradas solidárias na época em que o político estava preso em Curitiba.

Caso a nomeação de Maria Laura se confirme, ela será a primeira secretária-geral no Ministério das Relações Exteriores.

Carioca, a diplomata é formada em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e vem de uma família de classe média. Embora seja negra, não é considerada uma ativista do movimento racial. Descrita como muito ética e republicana, é casada com o produtor musical italiano Sandro Melaranci e tem duas filhas.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading