O Exército de Israel voltou a bombardear Teerã, capital do Irã, nesta sexta-feira (27), em mais um capítulo da escalada militar no Oriente Médio. Segundo os militares israelenses, os ataques tiveram como alvo instalações usadas para a produção de armamentos, especialmente mísseis balísticos.
Além da capital iraniana, forças israelenses afirmaram ter atingido estruturas ligadas ao poder de fogo do regime no oeste do país, incluindo lançadores e depósitos de mísseis. Paralelamente, Beirute, no Líbano, também foi alvo de ofensivas, com explosões registradas no sul da cidade, região associada ao Hezbollah.
A intensificação dos ataques ocorre em meio a críticas internas em Israel. O líder da oposição, Yair Lapid, afirmou que a condução da guerra ocorre sem estratégia clara e com efetivo militar insuficiente. O próprio Exército reconheceu a necessidade de reforços nas tropas.
Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária declarou ter realizado ataques com mísseis e drones contra alvos militares e energéticos em Israel e em países do Golfo que abrigam bases dos Estados Unidos. Portos no Kuwait foram atingidos, com registro de danos materiais, mas sem vítimas.
A tensão também se estende à região do Golfo Pérsico, onde autoridades iranianas ameaçaram atacar hotéis que hospedem militares norte-americanos, considerando esses locais como alvos legítimos.
Enquanto isso, os Estados Unidos mantêm uma postura ambígua. O presidente Donald Trump adiou por dez dias o ultimato para possíveis ataques à infraestrutura energética iraniana e afirmou que negociações com Teerã estão em andamento. Apesar disso, o Irã evita classificar os contatos como diálogo formal e aguarda resposta a condições apresentadas para um possível cessar-fogo.
O conflito, iniciado no fim de fevereiro, continua sem perspectiva clara de solução e segue impactando o mercado global, especialmente os preços do petróleo, que permanecem elevados apesar de oscilações recentes.






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