Israel determinou neste domingo (5) o fechamento dos escritórios locais da rede de televisão Al Jazeera, aumentando a disputa entre a emissora e o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Essa medida extraordinária inclui o confisco de equipamentos, interrompe a transmissão e bloqueia os sites da Al Jazeera, do Catar.
É a primeira vez que Israel tira do ar uma emissora estrangeira. A Al Jazeera saiu do ar do principal serviço de TV por assinatura de Israel horas após a ordem. Entretanto, seu site e outros links de streaming em diversas plataformas ainda eram acessíveis no domingo.
A rede vinha cobrindo 24 horas por dia a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza, apesar das ofensivas de Israel que mataram e feriram seus próprios funcionários. A cobertura inclui, em sua versão em árabe, a veiculação de comunicados em vídeo do Hamas e de outros grupos militantes na região, causando a ira de Netanyahu.
“Os repórteres da Al Jazeera prejudicaram a segurança de Israel e incitaram contra soldados”, disse Netanyahu em um comunicado neste domingo. “É hora de retirar o porta-voz do Hamas de nosso país”.
A Al Jazeera, por sua vez, divulgou um comunicado informando que vai “buscar todos os canais legais por meio de instituições jurídicas internacionais em sua busca de proteger seus direitos e jornalistas, assim como o direito do público à informação”. “A supressão contínua de Israel à imprensa livre, vista como um esforço para esconder suas ações na Faixa de Gaza, viola o direito internacional e humanitário”, disse a rede.
“Os ataques diretos e assassinatos de jornalistas por parte de Israel, as prisões, a intimidação e as ameaças não impedirão a Al Jazeera de se comprometer com a cobertura, embora mais de 140 jornalistas palestinos tenham sido mortos desde o início da guerra em Gaza”, afirmou a emissora.
A mídia israelense disse que a ordem permite que Israel bloqueie a operação do canal no país por 45 dias.
Com informações do g1





