A Justiça condenou, na noite de segunda-feira (21), Juliano Oliveira Ramos Júnior a 65 anos, 5 meses e 10 dias de prisão, em regime fechado, pelas mortes de Romuyuki Gonçalves, de sua mulher, Flaviana, e do filho do casal, Juan, de 15 anos, em janeiro de 2020.
No mesmo júri, seu irmão, Jonathan Fagundes Ramos, recebeu pena de 56 anos, 2 meses e 20 dias, também em regime fechado, por participação no mesmo crime.
A sentença dos dois foi dada pelo juiz Lucas Tambor Bueno às 22h46 desta segunda, cerca de 12 horas depois do início do julgamento no Fórum de Santo André, no ABC, cidade onde a família assassinada morava.
Segundo a decisão da Justiça, devido à gravidade dos crimes, os dois não poderão recorrer em liberdade. Eles já estavam presos.
Acusada pela morte dos pais e do irmão adolescente, Anaflávia Martins Gonçalves foi condenada em junho passado a 61 anos, cinco meses e 23 dias de prisão, em júri popular ocorrido também no Fórum de Santo André.
No mesmo dia, a namorada da filha do casal, Carina Ramos de Abreu, foi sentenciada a 74 anos, sete meses e dez dias de prisão. Guilherme Ramos da Silva recebeu uma pena de 56 anos, dois meses e 20 dias de prisão.
Os irmãos foram condenados nesta segunda-feira por triplo homicídio qualificado — motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso de dificultou a defesa das vítimas — por subtração com grave violência e formação de quadrilha.
Durante os depoimentos no júri, os dois confessaram os crimes de roubo, homicídio e ocultação de cadáver, de acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo.





