A Polícia Civil do Rio prendeu, nesta quarta-feira (8), Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda, apontada como mandante do assassinato do próprio irmão, o mestre de capoeira conhecido como Paulinho Sabiá, morto em fevereiro, em Niterói. Segundo as investigações, o crime teve motivação financeira.
Adriana teria oferecido R$ 50 mil para que o irmão fosse executado, mas os investigadores afirmam que apenas R$ 10 mil teriam sido pagos aos envolvidos. As investigações apontam que a suspeita conhecia um dos executores e que ele a teria levado a um encontro com outros comparsas no Complexo do Alemão, antes do crime.
As investigações avançaram após a prisão de Juan Nunes dos Santos, o Coelho ou Juan do Alemão, no último sábado (4). Segundo o delegado Willians Batista, responsável pelo caso, Juan havia indicado Adriana como mandante do homicídio.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito pilotava a motocicleta usada na emboscada. O homem responsável pelos tiros ainda é procurado.
Ainda segundo a polícia, Adriana demonstrava interesse recorrente nos bens do irmão. Entre o patrimônio listado estavam a casa onde funcionava a escola de capoeira, dois terrenos em Maricá, um carro, motocicletas antigas, aplicações financeiras estimadas em R$ 100 mil e valores em dinheiro guardados em casa.
Sobre o crime
O crime ocorreu na noite de 18 de fevereiro, em Icaraí, na Região Metropolitana do Rio. Paulinho Sabiá, de 65 anos, foi morto a tiros a poucos metros da 77ª DP.
Na ocasião, segundo a Polícia Militar, o capoeirista estava no banco do carona de um carro conduzido por sua companheira quando o veículo parou no cruzamento das ruas Sete de Setembro e Lemos Cunha. Nesse momento, dois homens em uma moto se aproximaram e efetuaram disparos à queima-roupa.
Paulinho foi atingido por três tiros e morreu no local. Os criminosos fugiram em seguida. A DHNSG assumiu o caso e iniciou a análise de imagens de câmeras de segurança, além da oitiva de testemunhas.
Dois dias antes de ser morto, o capoeirista já havia sido alvo de uma tentativa de homicídio na Praia das Flexas, também em Niterói. Na ocasião, um homem chegou a apontar uma arma para a nuca da vítima, mas o disparo falhou.
Na época da morte, a irmã do capoeirista chegou a mencionar sobre o episódio:
“Como era carnaval, achou que pudesse ser brincadeira porque tinha muita gente. Mas viram uma pessoa subir numa motocicleta. E registraram o caso na delegacia. Infelizmente, a gente não conseguiu evitar que o pior acontecesse”, disse a familiar enquanto aguardava a liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML) do Barreto.
O mestre de capoeira era um dos fundadores do Grupo Capoeira Brasil.






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