O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou nesta sexta-feira (2) que vai fazer uma busca ativa para localizar os beneficiários que precisam comprovar que estão vivos. Segundo o instituto, são mais de 4,3 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios.
Antes, a orientação que vinha sendo dada pelo governo era que os convocados deveriam buscar atendimento nas agências bancárias, usar o site ou o aplicativo do Meu INSS ou comparecer a uma agência do órgão para realizar o procedimento (neste último caso, o instituto ainda divulgaria instruções a respeito).
Agora, o Instituto informou que os aposentados e pensionistas não precisam se deslocar ao banco onde recebem o pagamento ou a uma agência da Previdência e que o próprio INSS fará uma busca ativa. Ou seja, vai se dirigir ao endereço indicado no cadastro do segurado. O órgão não informou como isso vai acontecer, nem a partir de quando.
No ano passado, a prova de vida presencial nos bancos — com apresentação de documento e biometria — deixou de ser obrigatória. O procedimento passou a ser realizado pelo próprio INSS de forma automática, por meio do cruzamento de bases de dados de órgãos públicos e de empresas. A ideia de acabar com o recadastramento nos bancos surgiu no último ano do governo de Jair Bolsonaro.
O beneficiário só é noticiado quando o instituto não consegue encontrar as informações da pessoa em nenhuma base de dados. Neste caso, é enviada uma notificação pelo aplicativo Meu INSS, pela central telefônica 135 ou por notificação bancária informando que a prova de vida ainda não foi efetivada.
Na quarta-feira o instituto divulgou que 4.351.557 pessoas estão sendo chamadas para comprovar que estão vivas.
Por enquanto, são convocados apenas beneficiários que nasceram nos meses de janeiro, fevereiro e março. Se a média mensal se mantiver, até o fim do ano cerca de 17 milhões de pessoas poderão ser chamadas à prova de vida. O volume representa quase a metade do total de 39,4 milhões de aposentados e pensionistas do INSS. O instituto, porém, afirma ainda não ter a previsão sobre o total de notificados até dezembro.
Com informações de O Globo.





