Os investidores do mercado financeiro reagiram mal às críticas feitas em discurso nesta manhã, pelo presidente Lula, a regras que limitam gastos públicos. A manifestação do presidente eleito encontrou o ambiente de negócios já prejudicado pela divulgação da inflação de outubro, de 0,59%, que interrompeu a série de três meses de deflação. A alta foi puxada pelos alimentos.
O índice da Bolsa de Valores caiu 3,35% e a cotação do dólar subiu 4,14%, fechando o dia a R$ 5,39. Ações ligadas ao setor de consumo de bens não essenciais, mais vulneráveis à alta da inflação porque podem mais facilmente serem dispensados pelos consumidores, caíram 9%, em média. Já as ações mais negociadas da Petrobras e do Banco do Brasil, que sofrem maior impacto das decisões do governo, caíram 3,60% e 3,37%, respectivamente.
“Por que as pessoas são levadas a sofrer para garantir a tal da estabilidade fiscal nesse país? Por que toda hora as pessoas dizem que é preciso cortar gasto, que é preciso fazer superávit, que é preciso ter teto de gastos?”, questionou Lula em discurso a parlamentares aliados. Ele também criticou as reformas trabalhista e previdenciária feitas pelos governos Temer e Bolsonaro. Afirmou ainda que a Petrobras não será fatiada e que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal não serão privatizados.
Na opinião da economista Mônica de Bolle, publicada em redes sociais, “o assédio do mercado para manter o Teto iníquo e moribundo neste momento de reconstrução do país é imoral e irresponsável. Esse tipo de assédio precisa acabar e todos precisam entender que o ‘mercado’ é, em sua maioria, curtoprazista e fútil”.






Uma resposta para “Inflação e discurso de Lula repercutem no mercado financeiro: bolsa cai e dólar sobe”