Renato Feder, de 44 anos, atual secretário da Educação do Paraná e confirmado pelo governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) como futuro chefe da pasta no estado de São Paulo, foi alvo de protestos por implantar EAD em sala de aula sem professor, e responsável por colocar 207 escolas em modelo cívico-militar no estado.
Feder também já defendeu a extinção dos ministérios da Educação e da Saúde.
Em novembro de 2021, o governo do Paraná contratou uma faculdade particular para dar aulas à distância aos alunos do ensino médio, em disciplinas profissionalizantes.
A empresa de ensino Unicesumar foi contratada por R$ 38,4 milhões para “oferta de disciplinas técnicas, não constantes da Base Nacional Curricular Comum, em cursos de Educação Profissional para a produção, ministração e transmissão das disciplinas técnicas presenciais mediadas por tecnologia, síncronas, com sistemas de interatividade e disponibilização de monitores, para estudantes do ensino técnico profissional integrado ao Ensino Médio da rede estadual de ensino do Paraná”, segundo informações do contrato com o governo.
A medida foi alvo de protestos de alunos e professores. Pelas redes sociais, estudantes de escolas públicas compartilharam fotos, afirmando que foi colocada uma televisão em uma sala de aula com mais de 40 alunos, sem a presença de um professor para acompanhar a turma ou tirar dúvidas.
A assessoria de comunicação do governo informou que o modelo EAD foi implementado inicialmente em casos em que “não tinham professores disponíveis ou existia uma dificuldade em oferecer escolas profissionalizantes”, principalmente, no interior.
A pasta informou que abriu um novo edital para contratar novos profissionais, principalmente para regiões do interior.
Foi também na gestão de Feder à frente da Educação no Paraná, que foram implantadas escolas cívico-militares: 195 seguindo um modelo estadual e 12 seguindo o modelo federal.
O modelo cívico-militar é diferente do modelo das escolas militares mantidas pelas Forças Armdas.
De acordo com o MEC, as secretarias estaduais da educação continuariam responsáveis pelos currículos escolares e caberia aos militares a atuação como monitores na gestão educacional. Na prática, a gestão da escola é compartilhada: professores cuidam da parte pedagógica e os militares, da administração e da disciplina.
Em 2007, no livro “Carregando o Elefante – Como Transformar o Brasil no País Mais Rico do Mundo”, Feder e Alexandre Ostrowiecki sustentam que ambas as pastas devem ser extintas e todo o ensino público, privatizado, incluindo universidades.
Na publicação, Feder afirma que “devem-se eliminar também os Ministérios da Saúde e Educação. São assuntos de enorme importância. No entanto, no modelo proposto mais adiante, veremos que não fará mais sentido manter ministérios destinados a esses assuntos e que tal papel deverá ser realizado pelas agências reguladoras”.
No mesmo livro, o secretário também apoiou a extinção dos ministérios da Cultura e dos Esportes. “Esses são assuntos que não dizem respeito ao governo. É preciso eliminar também todo tipo de lei de incentivo cultural e esportivo, como por exemplo, a chamada Lei Rouanet”, afirmou.
Feder sugeriu também a implantação de um sistema de vouchers em que as famílias dos estudantes da rede pública receberiam um valor para matricular o filho em uma escola particular e este valor seria pago diretamente pelo governo ao colégio.
Pelo Twitter, em 2020, Feder disse que escreveu “um livro quando tinha 26 anos de idade e que hoje, mais maduro e experiente, mudou de opinião sobre as ideias contidas nele.”






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