Incêndios Florestais: Inea registrou mais de 100 ocorrências no estado em apenas um mês

Instituto apresentou um estudo em audiência pública na Alerj mostrando que cerca de 900 hectares de mata foram completamente devastadas, afetando dez municípios fluminenses

Pelo menos 900 hectares de mata, distribuídos por dez cidades do Estado do Rio, foram alvos de incêndios florestais apenas no mês de março. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) registrou 106 ocorrências no período. Os números foram apresentados, nesta sexta-feira (14/06), durante audiência da Comissão do Cumpra-se da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Na prática, isso representa destruição da biodiversidade, agravamento da crise hídrica, contribuição para o aquecimento global e mais doenças respiratórias na população. No entanto, essa mesma população tem sua parcela de culpa. Segundo a Polícia Civil, 99% dos incêndios são criminosos, pois são resultados da soltura de balões e queimadas.

“Enquanto sociedade civil, nós precisamos que cada um tenha a sua participação nessa luta. Nas nossas investigações, sabemos que existem até mesmo quadrilhas que vêm de outros estados para praticar a soltura de balões e por isso a importância do trabalho em conjunto”, disse Ranieri Pereira, inspetor da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente.

Dentro do debate para criação de medidas de prevenção e combate a esses incêndios, o presidente da Comissão, deputado Carlos Minc (PSB), informou que o Projeto de Lei 2667/2023, que está em tramitação na Alerj, prevê a criação do Sistema Estadual de Prevenção aos Incêndios.

“O estado não tem um sistema integrado. É urgente que o governo elabore uma política de prevenção, ordenando e combatendo efetivamente os incêndios de forma articulada com o Corpo de Bombeiros e outras instituições públicas e, sobretudo, com setores da sociedade civil, tais como os brigadistas e o voluntariado”, salientou o parlamentar.

Representante do Inea, Rafael Freire disse, inclusive, que o instituto pode se responsabilizar pelo treinamento e o cadastro de brigadistas voluntários. “Com o cadastro, teremos um controle de onde cada grupo de brigadistas atua e assim poderemos trabalhar em conjunto em prol de preservar as nossas florestas”, afirmou. 

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