Na tentativa de reverter a queda na procura de vacinas, mais especificamente as de poliomielite, tríplice viral e BCG, o governo quer ampliar o número de salas de vacina nos municípios do estado. Mas dentro do programa de expansão iniciado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), hoje apenas Rio de Janeiro e Nova Iguaçu contam com espaços abertos todos os dias para imunizar a população.
As informações foram passadas pela coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Gabrielle Damasceno. Ela esteve presente na audiência pública da Assembleia Legislativa do Rio, nesta quarta-feira (25/10), para debater o Plano Nacional de Imunização. A reunião, que também serviu para comemorar os 50 anos do Programa Nacional de Imunizações (PNI), foi organizada pelas comissões de Ciência e Tecnologia e de Saúde
Segundo ela, o governo investiu R$ 920 mil para que todas as 92 prefeituras oferecessem ao menos uma sala com serviços diários, no horário entre 10h e 22h, para atendimento popular. Contudo, a coordenadora da saúde justificou a demora dizendo que os municípios estão se estruturando para atender à Secretaria.
“Rio e Nova Iguaçu seguiram em frente, mas já estamos viabilizando os espaços dos demais. O nosso objetivo com essa ação é de fato reverter a queda na procura por vacinas, principalmente contra a Poliomielite (VIP), a BCG e a Tríplice Viral. Também temos que combater informações falsas que dão a sensação de que não há mais doenças circulando”, revelou, dizendo que o estado conta com 1,6 mil salas de vacinação que administram, cada uma, 49 vacinas.
Presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, a deputada Elika Takimoto (PT) se mostrou preocupada com o relato, lembrando que o Rio de Janeiro tem números alarmantes e precisa avançar com a vacinação.
“Atualmente, temos a segunda menor cobertura vacinal de Poliomielite do país, além de um movimento de desinformação muito grande circulando entre a população. Queremos integrar as universidades, instituições de pesquisa e escolas técnicas para avançar em informação. As pessoas precisam estar cientes de que vacinas salvam vidas”, argumentou.
Combate à covid-19
A atuação da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) na produção de vacina contra o vírus da Covid-19 também entrou na pauta de debate do evento, que contou com a participação do personagem Zé Gotinha. Em 2021, a instituição saiu à frente nas pesquisas e entregou 200 milhões de doses da vacina para ajudar no enfrentamento da pandemia.
“Essa foi a primeira vacina 100% nacional contra a Covid-19 e tendo a fabricação mais barata do mundo. Recentemente, fomos selecionados como um dos grandes centros de estudo de vacinas para recém-nascidos. O governo precisa explorar melhor isso”, comentou a chefe de gabinete da diretoria de Bio-Manguinhos, Tatiana Sanjuan.





