Ignorados por Bolsonaro, governadores agora querem encontro com a cúpula das Forças Armadas

Diante do fato, noticiado hoje pela Folha, de que assessores mais próximos de Bolsonaro o aconselham a recusar o pedido de reunião formulado por 24 chefes de governos estaduais, os governadores estariam buscando, agora, obter um encontro com a cúpula das Forças Armadas. Segundo a colunista Bela Megale, do Globo, os governadores solicitarão uma reunião…

Diante do fato, noticiado hoje pela Folha, de que assessores mais próximos de Bolsonaro o aconselham a recusar o pedido de reunião formulado por 24 chefes de governos estaduais, os governadores estariam buscando, agora, obter um encontro com a cúpula das Forças Armadas.

Segundo a colunista Bela Megale, do Globo, os governadores solicitarão uma reunião com o comando das Forças Armadas. O objetivo do encontro é diminuir a tensão e falar sobre a apreensão com os atos programados para o dia 7 de setembro, que ganharam um ingrediente a mais: a convocação feita para as manifestações por alguns quadros da Polícia Militar. Além disso, há um movimento nas redes sociais conclamando bolsonaristas a comparecerem armados aos atos.

A ideia é que a conversa com as Forças Armadas seja presencial e aconteça na semana que vem, antes do 7 de setembro.

– Ficou acertado que o Fórum de Governadores fará contato não só com os chefes dos três poderes, mas com as Forças Armadas, além de setores empresariais e representantes da sociedade civil para termos, na semana que vem, uma agenda de reuniões presenciais. A ideia é que possamos estabelecer um diálogo por meio dos governadores no sentido de buscar distensionar o ambiente e evitar essa dinâmica desgastante que a cada confusão se emite uma carta – disse o governador do Pará, Helder Barbalho. Foi dele a proposta de procurar os militares para uma conversa.

Segundo notícia da Folha, apesar de atuarem para minimizar o clima de tensão institucional, auxiliares de Bolsonaro avaliam que o presidente deve recusar o pedido de encontro feito por governadores nesta semana, para evitar colocá-los em evidência.

Na avaliação de ministros, uma reunião entre o presidente e os chefes de Executivos estaduais seria contraproducente e só serviria para dar palanque a adversários.

Além de dar palanque aos gestores estaduais, a avaliação de aliados de Bolsonaro é que não daria certo uma reunião do presidente com Doria. O que deveria ser um encontro para propagar a harmonia acabaria com um embate entre os dois potenciais candidatos em 2022.

Em maio do ano passado, o presidente chegou a realizar encontros com governadores de cada região. Quando foi com os do Sudeste, teve bate-boca com Doria.

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