Ida de Martha Rocha para secretariado de Eduardo Paes promete briga por sua vaga na Alerj

Apesar de Martha garantir que a vaga é do segundo suplente do PDT, Wanderson Nogueira, o primeiro suplente, Ricardo da Karol, que deixou o partido, diz que vai assumir

A confirmação de que a deputada estadual Martha Rocha (PDT) vai trocar a Assembleia Legislativa (Alerj) pela Prefeitura do Rio em janeiro, promete causar uma briga pela cadeira dela no Parlamento fluminense. Apesar de Martha garantir que sua nomeação para a Secretaria Municipal de Assistência Social vai abrir caminho para o segundo suplente do PDT, o ex-deputado Wanderson Nogueira, assumir a cadeira na Alerj, o primeiro suplente definido nas eleições de 2022, Ricardo da Karol, também garante que vai assumir a vaga.

“A vaga é minha. Eu sou o primeiro suplente da eleição de 2022. A Mesa da Alerj tem que me convocar para assumir o mandato”, afirmou Ricardo da Karol ao Agenda do Poder, logo após tomar conhecimento da confirmação da escolha de Martha para o secretariado de Eduardo Paes. Ele disse que já está conversando com seus advogados sobre o caso.

A polêmica envolve o fato de Ricardo da Karol ter trocado o PDT pelo PL para concorrer à Prefeitura de Magé este ano. Ele foi derrotado na disputa, obtendo apenas 8,56 % dos votos; foi o 2º colocado, perdendo para o prefeito Renato Cozzolino que foi reeleito com 88,74 % dos votos. Em 2022 ele concorreu a deputado estadual pelo PDT e ficou como primeiro suplente do partido.

Se Ricardo da Karol assumir a vaga na Alerj o beneficiado será o PL. Maior bancada da Casa, com 16 deputados, o partido poderá ter mais um parlamentar.

A polêmica promete terminar na Justiça. Em novembro, quando o prefeito Eduardo Paes anunciou a intenção de ter Martha Rocha em seu secretariado, ela garantiu que Ricardo da Karol não vai assumir o seu lugar na Alerj, porque ele não é mais suplente do PDT por ter deixado a sigla, fora do período autorizado pela Justiça Eleitoral.

Na época Martha disse que antes de tomar a decisão de aceitar o convite de Paes consultou o corpo jurídico do PDT. “Ele não saiu na janela partidária. Deixou o PDT a 10 dias antes do prazo final para se candidatar pelo PL. Levou com ele toda nossa nominata em Magé. O partido ficou sem candidatos a prefeito e a vereadores. No TSE, este debate está pacificado: saiu fora da janela partidária, perde todos as prerrogativas partidárias”, afirmou a deputada.

Ricardo da Karol porém contesta a tese. Ele diz que não existe nenhuma decisão judicial sobre o caso específico dele. “Só depois que eu assumir a vaga é que eles podem questionar alguma coisa. O suplente definido na eleição sou eu e a Mesa da Alerj tem de me convocar”, afirmou.

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