Hospitais de São Paulo não cumprem prazo dado por Moraes para esclarecer sobre oferta de aborto legal

Até o último domingo (23), nenhum dos cinco hospitais intimados havia se manifestado dentro do prazo estabelecido

Hospitais municipais de São Paulo estão descumprindo uma determinação do ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que exigiu a comprovação da oferta de aborto legal nas condições permitidas pela legislação.

Até o último domingo (23), nenhum dos cinco hospitais intimados havia se manifestado dentro do prazo estabelecido.

No dia 18 deste mês, Moraes ordenou que o Hospital Municipal Maternidade Vila Nova Cachoeirinha, o Hospital Municipal Dr. Cármino Caricchio, o Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, o Hospital Municipal Tide Setúbal e o Hospital Municipal e Maternidade Professor Mário Degni respondessem em 48 horas sobre a disponibilidade do serviço.

Essa ação ocorreu após o Conselho Federal de Medicina (CFM) suspender uma restrição à assistolia fetal acima de 22 semanas de gestação, medida essa que Moraes vetou, impedindo punições a médicos que realizarem abortos legais nesses casos.

“Conforme reportado pela imprensa, há incerteza sobre a disponibilidade na rede pública de saúde para acesso ao aborto legal, inclusive via assistolia fetal, conforme recomendado”, destacou Moraes ao ordenar as respostas dos hospitais.

A decisão de Moraes foi tomada no contexto da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1141, que contesta a resolução do CFM restringindo a interrupção legal da gestação no Brasil. Essa mesma ação motivou a proposição do PL Antiaborto por Estupro no Congresso Nacional, uma resposta das bancadas evangélica e católica à medida judicial de Moraes.

Em maio deste ano, o ministro atendeu a uma ação do PSOL e do Instituto Anis: Bioética e Clínica Jurídica Cravinas, suspendendo a norma do CFM contra a assistolia fetal, técnica recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para gestações mais avançadas.

A decisão de Moraes ainda aguarda análise pelo plenário do STF.

Com informações da Folha de S.Paulo

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