Homem mais velho do mundo morre aos 125 anos no Peru e intriga Guinness

Marcelino Abad Tolentino, o “Mashico”, faleceu dias antes de completar 126 anos após vida isolada na região andina

O peruano Marcelino Abad Tolentino, conhecido como “Mashico”, morreu no último dia 30 de março, aos 125 anos, segundo estimativas do governo do Peru. Ele faleceu enquanto dormia em um abrigo para idosos na cidade de Huácar, poucos dias antes de completar 126 anos.

Considerado a pessoa mais idosa do país e apontado como possível homem mais velho do mundo, Mashico ganhou notoriedade nacional após ser identificado oficialmente apenas durante a pandemia de COVID-19. Até então, vivia de forma isolada em uma região rural sem documentos.

Apesar da idade impressionante, o caso nunca foi reconhecido oficialmente por instituições internacionais como o Guinness World Records, devido à ausência de certidão de nascimento.

Vida simples e isolamento marcaram trajetória

Morador do distrito remoto de Chaglla, na região de Huánuco, Mashico teve uma infância marcada por dificuldades. Órfão desde os sete anos, após perder os pais durante a travessia de um rio, cresceu em situação de extrema pobreza e sem acesso à educação formal.

Ao longo da vida, trabalhou na agricultura, na criação de animais e também como pedreiro. De baixa estatura, com cerca de 1,27 metro, ele viveu praticamente invisível ao Estado por mais de um século.

Foi apenas durante a pandemia que recebeu seu primeiro documento de identidade, por meio do programa social Pensão 65, quando já tinha cerca de 120 anos. A partir daí, passou a receber assistência do governo e ganhou reconhecimento público.

Hábitos e rotina associados à longevidade

Mashico atribuía sua longevidade a um estilo de vida simples e em contato com a natureza. Sua alimentação incluía frutas, carne de cordeiro e ervas naturais, além do uso de plantas medicinais típicas da região andina.

Outro hábito citado por ele era o consumo de folhas de coca, prática comum em áreas de altitude para aumentar a resistência física durante o trabalho.

Autoridades peruanas destacaram, ainda em 2024, que a combinação entre rotina tranquila, alimentação natural e ambiente saudável pode ter contribuído para sua longa vida.

Recordes oficiais ainda são contestados

Mesmo com a repercussão de sua história, a idade de Mashico não foi validada internacionalmente. Segundo o Guinness World Records, o homem mais velho já registrado foi Juan Vicente Pérez Mora, que morreu em 2024 aos 114 anos.

Atualmente, o homem mais velho vivo é o brasileiro João Marinho Neto, com 113 anos, enquanto o título de pessoa mais velha do mundo pertence à britânica Ethel Caterham, de 116 anos.

A história de Mashico, embora não oficial, continua chamando atenção e levantando debates sobre longevidade extrema e os desafios na comprovação de idade em regiões isoladas.

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