A Polícia Federal descobriu que Francisco Wanderley Luiz, conhecido como “Tiü França” e responsável pelas explosões ao redor do Supremo Tribunal Federal (STF) nessa quarta-feira (13), chegou a Brasília em julho deste ano para começar os preparativos para o ataque.
Wanderley, chaveiro de profissão e ex-candidato a vereador pelo PL em Santa Catarina, alugou uma casa em Ceilândia, a 30 quilômetros da capital federal, por meio da plataforma Airbnb, onde se manteve até executar o plano, informa Malu Gaspar, em O Globo. Ele colocou uma bomba em uma gaveta, como uma armadilha em quem entrasse em sua casa. Mas a Polícia Federal, ao entrar na residência, usou um robô, que abriu a gaveta e causou a explosão, sem ferir ninguém (foto).

Em agosto, ele fez uma visita ao Supremo Tribunal Federal, já com o ataque planejado, e aproveitou a ocasião para postar uma foto no plenário da Corte. Na legenda, Wanderley escreveu: “Deixaram a raposa entrar dentro do galinheiro (chiqueiro) ou não sabem o tamanho das presas ou é burrice mesmo. Provérbios 16:18 (A soberba precede a queda).”
A atitude provocativa e o teor da mensagem, mencionando o STF como um “galinheiro” e ele próprio como a “raposa”, chamaram atenção dos investigadores, que agora reconstruíram a preparação detalhada do ataque. Wanderley foi candidato a vereador por Rio do Sul em 2020, mas obteve apenas 98 votos. O município catarinense, com população de 72,5 mil habitantes, fica a cerca de 188 quilômetros de Florianópolis.
Após o atentado e o alerta sobre a segurança do STF, a Corte decidiu suspender temporariamente o programa de visitação pública ao edifício-sede, informando que os protocolos de segurança estão sob reavaliação.






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