O guitarrista galês Phil Campbell, conhecido por sua longa trajetória na banda Motörhead, morreu aos 64 anos. A informação foi confirmada por meio de um comunicado divulgado pelo grupo Phil Campbell and the Bastard Sons, banda formada por ele ao lado de seus filhos.
Segundo a nota, Campbell morreu de forma tranquila após enfrentar complicações de saúde decorrentes de uma grande cirurgia e de um período de internação em terapia intensiva.
“Phil foi um marido dedicado, um pai maravilhoso e um avô orgulhoso e amoroso. Ele era profundamente amado por todos que o conheciam e fará muita falta. Seu legado, sua música e as memórias que criou com tantas pessoas viverão para sempre”, afirmou a família no comunicado.
Nascido em 1961, na cidade de Pontypridd, Campbell começou a tocar guitarra ainda jovem, influenciado por nomes como Tony Iommi, Jimmy Page e Jimi Hendrix.
Antes de alcançar projeção internacional, integrou bandas locais e cofundou o grupo Persian Risk, ligado ao movimento conhecido como Nova Onda do Heavy Metal Britânico.
Campbell entrou para o Motörhead em 1984, após a saída do guitarrista Brian Robertson. Ele foi escolhido pelo vocalista e líder da banda, Lemmy Kilmister, ao lado do guitarrista Michael ‘Würzel’ Burston.
Seu primeiro trabalho de estúdio completo com o grupo foi no álbum Orgasmatron, lançado em 1986. Ao longo da carreira, Campbell participou de 16 discos da banda, incluindo Bad magic, de 2015, último trabalho do Motörhead.
Após a morte de Lemmy, em dezembro de 2015, a banda encerrou suas atividades. Campbell então criou o projeto Phil Campbell and the Bastard Sons, com o qual lançou um EP e quatro álbuns. Ele também lançou o disco solo Old lions still roar, em 2019.
Artistas do rock e do metal prestaram homenagens ao guitarrista. A cantora Doro Pesch escreveu nas redes sociais que estava “sem palavras” com a notícia e destacou a honra de ter sido amiga do músico.
Campbell deixa esposa, filhos e netos.





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