O geólogo Guilherme Estrella, ex-diretor de Exploração da Petrobrás que foi responsável pela descoberta do pré-sal, afirmou, em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, que retomar a Petrobrás é retomar o Brasil para os brasileiros.
“O mundo já adentrou no período multipolar e os países mais ricos em energia, alimentos e água precisam aproveitar as oportunidades. Ou o Brasil assume sua real soberania e se aproveita desta grande oportunidade ou se transforma num pilar de sustentação do atual polo hegemônico, que está em colapso”, diz ele.
“A Petrobrás é ferramenta decisiva para entrarmos no mundo multipolar. O Brasil é o país mais bem servido de energia no mundo”, acrescenta.
Estrella também afirma que o que acontece hoje no Brasil é produto de uma intervenção estrangeira no Brasil.
“A Lava Jato foi isso. Estamos diante de um governo de ocupação estrangeira e não há nenhum empecilho jurídico para renacionalizar e reestatizar o que foi vendido pelos governos de ocupação”, diz ele.
“Lula foi eleito por uma frente ampla, mas dimensões que contemplam a soberania nacional devem ser assumidas pelo PT. A soberania nacional está acima do mercado”, complementa.
O geólogo também expôs suas restrições ao nome do senador Jean-Paul Prates, que vem sendo cogitado para presidente a Petrobrás.
“Respeito o senador Jean-Paul Prates, mas seu posicionamento ideológico não se encaixa na visão de um país soberano. É impossível reindustrializar o Brasil sem energia barata”, diz ele.
“É preciso recuperar a Petrobrás como empresa estatal. Ela tem que servir ao povo. Não há maior meio termo”, finaliza.






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