Moradores acordaram em meio a rajadas de tiros e ônibus atravessados nas ruas. Uma nova guerra entre facções transformou a madrugada no Catiri, em Bangu, em mais um capítulo da escalada da violência na Zona Oeste do Rio.
O tiroteio no Catiri ocorreu entre a noite de sexta-feira (12) e a madrugada deste sábado (13). Durante o confronto, bandidos chegaram a atravessar ônibus e caminhões nos acessos à comunidade para dificultar a entrada da polícia, espalhando pânico entre moradores da região.
Segundo a Polícia Militar, equipes reforçaram o policiamento na Avenida Brasil, na altura de Bangu, após uma tentativa de fechamento da via. Em nota, a corporação informou que o Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) agiu rapidamente para liberar o trânsito.
“Em rápida ação do BPVE, na madrugada deste sábado (13), o fluxo de trânsito na faixa lateral da Avenida Brasil encontra-se totalmente desobstruído, após uma tentativa de bloqueio feita por criminosos com o uso de um coletivo”, informou a PM.
De acordo com relatos de moradores nas redes scoais, traficantes da Vila Kennedy tentaram invadir a comunidade do Catiri. Investigações apontam que a localidade é considerada estratégica do ponto de vista logístico, funcionando como base do Comando Vermelho (CV) para ataques em áreas como Catiri, Carobinha e, mais recentemente, o Largo do Correia.
A região vive há meses uma intensa onda de violência motivada pela disputa de território. Nas redes sociais, circularam mensagens alertando para a invasão e o risco à população. Em algumas postagens, usuários relataram a concentração de criminosos na área conhecida como Boqueirão e afirmaram que traficantes estariam utilizando drones equipados com explosivos para atacar casas de moradores — informação que ainda não foi oficialmente confirmada.
“Estourou uma guerra no Catiri. Há muitos disparos. Evitem circular pelo local”, dizia um dos alertas compartilhados durante a madrugada.
Moradores do Jardim Bangu e do Catiri convivem há pelo menos dois anos com tiroteios frequentes. O cenário se agravou desde setembro do ano passado, com confrontos ligados à disputa entre grupos de milicianos e o Comando Vermelho.
Até a última atualização desta reportagem, não havia informações oficiais sobre feridos ou prisões. O policiamento segue reforçado na região.






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