O impasse entre rodoviários e empresas de ônibus do Rio de Janeiro terá um novo capítulo nesta segunda-feira (6). Representantes da categoria e do sindicato patronal participam de mais uma audiência de conciliação na Justiça do Trabalho, na tentativa de fechar um acordo sobre a campanha salarial e colocar um ponto final na ameaça de uma nova paralisação.
A reunião está marcada para as 11h, na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª Região. A expectativa é que o encontro represente um avanço nas negociações após o compromisso assumido pelas empresas de apresentar uma nova proposta de reajuste salarial.
Na rodada anterior, realizada na semana passada, as partes não chegaram a um consenso. Enquanto os empresários ofereceram aproximadamente 4% de aumento, o Sindicato dos Rodoviários manteve a reivindicação de reajuste de 17%.
Nova proposta pode destravar negociação
A principal expectativa para a audiência desta segunda-feira é a apresentação de uma proposta revisada pelo sindicato patronal. O percentual de reajuste salarial continua sendo o principal ponto de divergência entre trabalhadores e empresas.
Além da questão salarial, a reunião também deve abordar outras reivindicações da categoria, na tentativa de construir um acordo amplo que encerre definitivamente o conflito entre as partes.
O resultado da negociação é aguardado com atenção por passageiros e autoridades, diante dos impactos provocados pela paralisação registrada nos últimos dias.
Greve permanece suspensa por decisão da categoria
Embora a mobilização continue em estado de alerta, a greve permanece suspensa. A decisão foi tomada pelos rodoviários após um apelo da Justiça do Trabalho, diante dos transtornos enfrentados pela população durante os três dias de paralisação.
A suspensão temporária permitiu a retomada da circulação dos ônibus enquanto as negociações prosseguem no âmbito judicial.
Caso não haja avanço na audiência desta segunda-feira, o processo poderá seguir para julgamento na Justiça do Trabalho, que ouvirá os argumentos das duas partes e também o parecer do Ministério Público do Trabalho (MPT), buscando uma solução definitiva para o impasse.






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