O governo federal descartou a possibilidade de uma nova reforma da Previdência durante o mandato atual do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão vai na contramão da proposta defendida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que argumenta a necessidade de uma revisão ampla nas regras de aposentadoria, incluindo as para militares.
Segundo ministros do governo, qualquer alteração significativa na Previdência está fora dos planos até 2026, informa Vera Magalhães, em O Globo.
Nos próximos dois anos e meio de mandato, o Planalto foca em cumprir a meta fiscal através de medidas específicas como controle de gastos, combate a fraudes, e ajustes pontuais na arrecadação, com o objetivo de eliminar políticas de benefícios considerados ineficientes.
A gestão também busca um crescimento econômico superior a 2% ao ano, meta não alcançada desde o governo Dilma Rousseff. O sucesso dessas medidas seria crucial para a reeleição de Lula e para sua vitória sobre o candidato apoiado por Jair Bolsonaro.
Arthur Lira defende uma nova reforma da Previdência para consolidar sua imagem como um promotor de grandes reformas econômicas, o que ele acredita ser essencial para garantir uma transição política bem-sucedida e manter influência sobre a pauta da Câmara dos Deputados, além de sua intenção de indicar o futuro ministro da Saúde.





