Governo inaugura Centro de Inteligência no Rio para monitorar fake news da saúde

O governo do Rio inaugurou nesta sexta-feira o Centro de Inteligência em Saúde (CIS) que vai reunir diversos setores para produzir informações sobre a saúde fluminense. O projeto é feito em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O local terá o Painel de Rumores que vai identificar e monitorar fakes news que podem…

O governo do Rio inaugurou nesta sexta-feira o Centro de Inteligência em Saúde (CIS) que vai reunir diversos setores para produzir informações sobre a saúde fluminense. O projeto é feito em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O local terá o Painel de Rumores que vai identificar e monitorar fakes news que podem prejudicar a saúde dos cidadãos. Com o monitoramento das redes sociais, notícias e postagens sobre a saúde fluminense, os profissionais checam se a informação é verdadeira. Ao identificar ser falsa, será possível traçar estratégias para desmenti-la.

O sistema monitora todas as redes e possui alertas em sistema de buscas para captar o é dito no mundo virtual sobre a saúde. Em casos que citam municípios do Rio, funcionários do Centro de Inteligência acionam as prefeituras, que tem até 72 horas para investigarem se a informação é falsa.

Em um espaço de 1,3 mil m², o novo centro funcionará 24 horas por dia, com o dobro de profissionais reguladores que hoje trabalham no setor. Estão reunídos em um único local funcionários do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), a Central Estadual de Regulação (CER), o Centro de Informações Estratégicas para a Gestão do SUS, e o SAMU. O estado investiu cerca de R$ 6 milhões na nova estrutura e criou uma nova função: o Navegador. Ele acompanhará o paciente mesmo após a regulação, o auxiliando na marcação de exames complementares que sejam necessário para o cidadão fazer o procedimento ou identificar os motivos que levaram o paciente a faltar sua consulta. O governador Claudio Castro destacou a otimização dos recursos para redução das filas e a criação de dados que apoiem a tomada de decisão na área da saúde.

Uma das maiores filas por consulta no estado é a de pessoas com problemas no joelho, com 10,4 mil pacientes aguardando serem chamados. O gargalo é estreito: em junho foram 909 novos pedidos sendo chamados 490 pacientes.

— Agora vamos conseguir identificar quando alguma coisa sair da curva, perceber que saiu da normalidade. A secretaria poderá dar mais transparência para ter uma fiscalização daqueles leitos que estão regulados, por exemplo. Teremos condição de saber por um dado científico e com o confronto entre as filas quais estão diminuindo ou não. É monitorar o tempo todo, não apenas quando estoura uma crise — afirmou Castro, destacando a reforma de unidades e as tratativas para estadualização do Hospital da Lagoa para criar novas vagas.

O Centro conta também com uma equipe de vigilância epidemiológica, que analisa a evolução das doenças de notificação obrigatória, como a dengue, Covid-19 e febre amarela. Os profissionais também tem um sistema que projeta o atraso da notificação, o que permite identificar aumentos e quedas de casos de uma doença antecipadamente.

— Com os novos painéis também conseguimos acompanhar nossa necessidade de contratação de serviços, de ampliação de rede, de colocar mais equipamentos. Assim, encurtando o tempo de atendimento. Quando marcamos uma consulta ou um exame com muita antecedência a pessoa acaba esquecendo no dia e faltando. Estamos gerando um sistema de aviso um dia antes, isso aí a partir de trinta dias a gente vai tá funcionando pra avisar ele, olha, cê tem uma consulta agendada naquele hospital, vai diminuir a nossa falta — destaca o secretário estadual de Saúde Dr. Luizinho.

O diretor da Opas Jarbas Barbosa da Silva ressaltou a importância da coleta de dados na saúde para tomadas de decisão mais eficientes e que possibilitam a atuação integrada de todos os atores do setor.

— A saúde tem um dos sistemas mais complexos. As pessoas mais pobres são as que adoecem mais. E porque adoecem, se tornam mais pobres ainda. Uma família, com um caso em tuberculose, com um caso de qualquer doença crônica, empobrecerá ainda mais. A saúde dá essa contribuição para a gente ser uma sociedade com menos desigualdade, com mais oportunidade e que melhore a qualidade de vida das pessoas — disse Barbosa.

Com informações do GLOBO.

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