Governo do estado anuncia 15 mil policiais no carnaval e equipamentos especiais para garantir segurança de moradores e turistas

No Sambódromo haverá campanhas educativas; uma delas contra a dengue, que distribuirá repelente, bandanas e chapéus com alertas sobre a doença

Mais de 15 mil policiais civis e militares estarão a postos nos dias de carnaval para garantir a diversão de moradores do Rio e turistas. O efetivo de PMs será 5% maior este ano, em comparação com 2023. Assim como no réveillon de Copacabana, na Zona Sul, a tropa terá o apoio da tecnologia: sistema de videomonitoramento facial — que busca localizar foragidos — e detectores de metais. E, em tempos de epidemia de dengue, o governo do estado anunciou que vai distribuir repelente no Sambódromo. 

— Estamos a menos de uma semana de dar início à mais popular festa do país. É importante que estejamos preparados para o carnaval não só na cidade do Rio, mas no estado inteiro — afirmou o governador Cláudio Castro, em entrevista coletiva sobre os preparativos para a folia.

Câmeras nas ruas e em drones vão captar imagens de pessoas e transmiti-las para o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), onde são processadas por um sistema que faz a busca num cadastro com cem mil fotos de pessoas com mandado de prisão em aberto. O sistema vai operar na orla da capital, nas imediações do Sambódromo e nos acessos a estações do metrô e da SuperVia. Além dos olhos eletrônicos, policiais militares estarão em seis torres de observação que serão montadas na Avenida Presidente Vargas, nas imediações do Sambódromo, e em 51 viaturas para ações ostensivas.

Também serão montados pontos de interceptação nas saídas do metrô de Copacabana, Ipanema e Leblon. Ali, os foliões poderão passar por revista com o uso de detectores de metais. Serão empregados 250 equipamentos. Essa mesma estratégia já vem sendo adotada durante os desfiles dos megablocos no Centro.

Dez mil militares do Corpo de Bombeiros também foram escalados para trabalhar no carnaval, sendo 500 na Sapucaí — da concentração à dispersão.

Ainda no Sambódromo, serão desenvolvidas campanhas educativas. Uma contra a dengue que, além de repelente, vai distribuir adesivos, bandanas e chapéus com alertas sobre a doença. Uma faixa antes da passagem da primeira escola de samba vai ser exibida para conscientizar as pessoas sobre o combate ao mosquito, além de um filme de 15 segundos, que será exibido nos telões da Avenida. Segundo Cláudio Castro, toda a equipe de saúde estará mobilizada para proteger os moradores e os turistas durante este período. Na semana passada, a prefeitura do Rio anunciou que a capital já enfrenta uma epidemia de dengue.

Outra campanha vai mirar a segurança das mulheres: “Ouviu um não? Respeite a decisão”. Essa ação não ficará restrita ao Sambódromo, sendo levada ainda para os blocos de rua e os desfiles da Intendente Magalhães. O governo do estado informou que todos os canais de apoio e para denúncias — como o aplicativo Rede Mulher, o 190, a Patrulha Maria da Penha (com 46 viaturas) e as delegacias da Mulher — estarão operando nos dias de carnaval.

Fora do circuito de blocos e escolas, a Operação Lei Seca também será reforçada. Cem agentes vão atuar nas ruas durante o período de folia. Além das blitzes diurnas e noturnas que os motoristas já conhecem, quem dirige os carros alegóricos dos grupos Ouro e Especial no Sambódromo passará pelo teste do bafômetro.

Uma opção para motoristas — não os dos carros alegóricos, claro — é usar o metrô, que vai ter esquema especial a partir de sexta-feira. O serviço estará disponível 24 horas, sem interrupção, até meia-noite da terça-feira da próxima semana. Neste dia, haverá ainda extensão de horário de embarque nas estações Central do Brasil e Praça Onze até 1h. As demais vão funcionar apenas para desembarque após meia-noite.

Toda a infraestrutura planejada pelas autoridades vai atender a moradores e a turistas, que devem lotar 100% dos quartos de hotéis da capital. A expectativa é do secretário estadual de Turismo, Gustavo Tutuca. No interior, a ocupação prevista é de 85%. Os visitantes devem movimentar R$ 4,5 bilhões só na capital.

Para dar suporte aos turistas, um lounge será montado na Sapucaí com funcionários poliglotas. A ação é feita em parceria com a Associação Brasileira de Agentes de Viagem do Rio (Abav-RJ) e a Fecomércio-RJ. A Secretaria de Turismo também terá um ponto de atendimento em Copacabana, na altura do posto 4.

Com informações de O Globo.

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