Governo destina R$ 1,3 bi para ações de assistência no Rio Grande do Sul, diante de calamidade por enchentes

Na manhã desta terça-feira (7), o nível do Guaíba estava em 5,28 metros, muito acima da cota de inundação, que é de 3 metros

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome anunciou a alocação de pelo menos R$ 1,3 bilhão para ações emergenciais no Rio Grande do Sul, estado que enfrenta uma situação de calamidade devido às enchentes desencadeadas pelo alto volume de chuvas.

Do montante total, aproximadamente R$ 350 milhões serão disponibilizados por meio de crédito extraordinário. O ministro Wellington Dias informou à Folha que cerca de R$ 928 milhões serão destinados à antecipação do pagamento de benefícios do Bolsa Família e do BPC (Benefício de Prestação Continuada), além de custear cestas de alimentos, atividades da rede Suas (Sistema Único de Assistência Social) e auxílio abrigamento para atender pessoas desalojadas ou desabrigadas.

Diante da gravidade da situação, o orçamento do MDS será reforçado com R$ 350 milhões adicionais. Inicialmente, o valor do crédito extraordinário era estimado em R$ 250 milhões, mas o governo avalia que a situação está se agravando na região. Na segunda-feira, dois bairros de Porto Alegre precisaram ser evacuados às pressas após problemas no sistema de escoamento de água.

Prevê-se que as enchentes continuem nos próximos dias. Na manhã desta terça-feira (7), o nível do Guaíba estava em 5,28 metros, patamar semelhante ao de dias anteriores e muito acima da cota de inundação no centro de Porto Alegre, que é de 3 metros.

“O problema é que dobrou o número de pessoas que tiveram que deixar suas moradias, e tende a crescer mais. A situação é muito grave e piora a cada balanço”, afirmou o ministro.

Segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, mais de 1 milhão de pessoas foram afetadas pelas enchentes até segunda-feira, número que aumentou para 1,4 milhão nesta terça-feira. Atualmente, há 156.056 desalojados e 48.297 pessoas em abrigos, um aumento significativo em comparação com os cerca de 80 mil desalojados contabilizados no domingo.

“O decreto legislativo de calamidade acertado permite atender em cada programa o que for necessário: auxílio abrigamento, alimentação, Suas e atendimento psicossocial, PAA [Programa de Aquisição de Alimentos], Cozinha Solidária e fomento rural”, concluiu Wellington Dias.

Com informações de Folha de S.Paulo

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