Governistas tentam limitar prorrogação da CPMI do INSS a 15 dias

Base do governo articula prazo reduzido para comissão, enquanto oposição pressiona por extensão maior

Integrantes da base do governo na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social articulam restringir a prorrogação dos trabalhos a apenas 15 dias.

O movimento é liderado pelo deputado Paulo Pimenta e pelo senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso. A estratégia contrasta com a posição do presidente da comissão, Carlos Viana, que defende uma extensão de até 60 dias para conclusão das investigações.

A oposição, por sua vez, pressiona por um prazo mais amplo, sob o argumento de que a comissão ainda precisa ouvir novos depoentes e aprofundar apurações, incluindo desdobramentos relacionados ao caso do Banco Master.

O impasse ocorre enquanto se aproxima o prazo para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dar andamento ao pedido de prorrogação, conforme determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

A definição sobre a continuidade da CPMI deve ocorrer no plenário da Corte nesta quinta-feira (26). Os ministros vão decidir se os trabalhos podem ser prorrogados ou se devem ser encerrados no prazo original, previsto para 28 de março.

Caso o STF rejeite a extensão, o relator da comissão, Alfredo Gaspar, terá de apresentar e submeter à votação o relatório final ainda nesta semana.

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