A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), fez duras críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), neste domingo (4). A reação ocorreu após o chefe do Executivo paulista comentar o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e, indiretamente, responsabilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela consolidação do regime venezuelano.
Em publicação nas redes sociais, Gleisi classificou a postura de Tarcísio como “cinismo” e afirmou que o governador tenta distorcer os fatos ao associar Lula à atual situação política da Venezuela. A ministra disse que o discurso do aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro busca explorar o cenário internacional para atacar o governo federal.
A declaração foi feita no X (antigo Twitter), onde Gleisi respondeu diretamente às falas de Tarcísio e reforçou que considera incoerente a postura do governador diante de suas próprias posições políticas recentes.
Críticas ao alinhamento com Bolsonaro e Trump
Na postagem, Gleisi acusou Tarcísio de demonstrar alinhamento com o bolsonarismo e com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a ministra, o governador já teria comemorado o tarifaço imposto ao Brasil durante a gestão Trump e adotado discursos contrários aos interesses nacionais.
Ela também citou o apoio de Tarcísio à anistia dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro e criticou a postura do governador em relação a Eduardo Bolsonaro, a quem chamou de “traidor da pátria”. Para Gleisi, essas posições enfraquecem a legitimidade das críticas feitas ao atual presidente.
A ministra afirmou ainda que o governador tenta transferir responsabilidades políticas ao governo federal, ignorando o contexto internacional e as decisões tomadas por outras lideranças globais.
Vídeo de Tarcísio reacende embate político
No sábado (3), Tarcísio de Freitas divulgou um vídeo nas redes sociais em que afirmou que uma ditadura não se consolida “da noite para o dia”. Segundo ele, regimes autoritários contam com “conivência, omissão e até apoio explícito” de líderes que tratam ditadores como aliados, em referência indireta a Lula.
A fala foi interpretada por integrantes do PT como uma tentativa de associar o presidente brasileiro ao governo venezuelano. O episódio reacendeu o embate político entre aliados do Planalto e representantes da oposição, em meio à repercussão internacional do ataque dos EUA à Venezuela.
O confronto verbal entre Gleisi e Tarcísio reforça a polarização política e indica que o tema da política externa deve continuar sendo explorado no debate interno entre governo e oposição.






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