O deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ) foi liberado na noite desta sexta-feira (20) após ser detido pela Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) durante um ato de ocupação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). A prisão ocorreu depois que o deputado tentou impedir a entrada da tropa de choque da PMERJ no prédio da universidade.
Durante a ação, Glauber Braga e outros manifestantes foram atingidos por spray de pimenta dos policiais. A ocupação fazia parte de um protesto e a intervenção policial resultou na detenção de participantes, incluindo o deputado, que foi liberado posteriormente.
O incidente reflete as tensões em torno da presença policial em espaços de ensino e os confrontos entre forças de segurança e manifestantes em contextos de ocupação e protestos.
Ao deixarem a prisão, o deputado e um grupo de estudantes fizeram uma transmissão nas redes sociais. Eles se revezaram nas falas para contestar a prisão e reforçar o posicionamento de união deles em prol da Uerj.
O Psol chegou a emitir uma nota sobre a prisão. O partido afirmou que foram usadas “bombas, caveirão e armas menos letais” contra o grupo. Ainda conforme o partido, Glauber estava no local para “proteção e defesa” dos manifestantes.
A prisão do deputado foi motivo reação por parte de políticos. O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), procurou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), para que as prerrogativas do parlamentar preso fossem respeitadas.
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, classificou a prisão como “inaceitável”. “O protesto dos estudantes é legítimo e prisão de um parlamentar no exercício do mandato é inaceitável, inconstitucional. É assim que o governo da direita do RJ trata educação e a democracia”, escreveu Gleisi Hoffmann na rede social Bluesky.
Com informações do Metrópoles.





