As Forças Armadas não serão “jamais e em tempo algum” revisoras de eleições, disse nesta quinta-feira o ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, durante audiência em comissão do Senado.
“Em absoluto, jamais e em tempo algum seremos revisores de eleições. E tudo que a gente tem feito é seguindo rigorosamente as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral”, afirmou o ministro, argumentando que os militares foram convidados pelo TSE a participarem da Comissão de Transparência nas Eleições, informa a Reuters.
O ministro, que é general do Exército, disse que as Forças Armadas não buscam protagonismo no processo eleitoral e que os protagonistas são o TSE e o povo brasileiro.
Apesar das falas do general ministro, as Forças Armadas têm apoiado os questionamentos que o presidente Jair Bolsonaro (PL) faz, sem apresentar evidências, em relação à segurança das urnas eletrônicas. Paulo Sérgio Nogueira é um dos mais ativos nesses questionamentos, com ofícios constantes ao TSE.
Bolsonaro tem insistido, por exemplo, que os militares façam uma totalização paralela dos votos na eleição de outubro, quando ele, que é ex-capitão do Exército, tentará a reeleição.
Analistas tem identificado tibieza nas posições dúbias do general, que morde e assopra, dependendo da ocasião.






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