Uma garça criou grande mobilização entre veterinários, ambientalistas e a população depois de engolir um copo plástico que estava jogado no lixo, no Rio Morto, localizado no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. O copo ficou preso ao pescoço do animal, dificultando sua alimentação e causando sérios riscos à sua saúde.
O veterinário Jeferson Pires foi quem registrou as imagens e o flagrante viralizou rapidamente nas redes sociais. Ele expressou preocupação com a situação, torcendo para que a garça seja resgatada a tempo de ser salva. “Isso vai impedir que esse animal consiga comer. Ele está com fome e vai se debilitando cada vez mais porque não consegue se alimentar, até agonizar até a morte por conta disso”, explicou Pires.
O veterinário também destacou o impacto do copo na circulação sanguínea da garça, afirmando que a pressão do plástico está dificultando a chegada de sangue em áreas vitais do pescoço. Jeferson informou à Patrulha Ambiental, que foi ao local para tentar resgatar o animal, mas não obteve sucesso na captura.
Mas esse não é um problema isolado. É grande o número de animais, silvestres ou domésticos, que engolem lixo plástico, normalmente descartado sem os devidos cuidados. Em boa parte dos casos, os animais não resistem e morrem.
Jeferson está à frente do Centro de Recuperação de Animais Silvestres, da Universidade Estácio, em Vargem Pequena.
Foi no local que ele retirou um saco plástico do estômago de um jacaré resgatado das lagoas da Barra. Também foi possível livrar esta capivara de um emaranhado de fios plásticos que apertavam seu corpo.
“Nas endoscopias, a gente encontra. de maneira recorrente, a presença de plásticos e outros materiais de uso humano no trato digestivo desses animais. Eles acabam vindo a óbito por causa desse tipo de coisa. Posso falar que, quando passa para os animais marinhos, a coisa aumenta de maneira assustadora. As tartarugas marinhas, talvez 70, 80% delas, apresentem plástico dentro do trato digestivo”, conta.
“Todo aquele plástico que pode evitar, deve ser evitado. Plástico de uso único jamais. E, de qualquer forma, se for um plástico que pode ser utilizado, que seja descartado nos locais corretos para evitar e impedir que esse material venha a ser ingerido por um animal ou mesmo que caia nos rios e acabe gerando a ingestão de um animal desse.”
Com informações do g1.





