Funcionário da Petrobras atingido em sequestro de ônibus na rodoviária continua internado na UTI em estado grave, com saúde estável

Na última quinta-feira, os médicos removeram o projétil que estava próximo ao coração do paciente; Bruno continua com ventilação mecânica

Continua internado no Hospital Samaritano Botafogo, no Rio de Janeiro, o funcionário da Petrobras atingido por um disparo durante o sequestro ocorrido na rodoviária Novo Rio. O caso completa uma semana nesta terça-feira (19).

Segundo a atualização fornecida pela unidade de saúde, Bruno Lima da Costa, 34 anos, continua em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com sinais de estabilização, já sem a necessidade de medicamentos para manter a pressão arterial.

Ele permanece sob ventilação mecânica, conforme divulgado no boletim médico enviado à imprensa na tarde desta segunda-feira.

Na última quinta-feira, os médicos removeram o projétil que estava próximo ao coração do paciente. Inicialmente, Bruno foi levado ao Hospital Souza Aguiar, onde passou por cirurgia, e posteriormente transferido para o Instituto Nacional de Cardiologia. Por fim, foi encaminhado ao Hospital Samaritano Botafogo, onde segue internado.

De acordo com informações da Polícia Militar, além de Bruno, outra pessoa também ficou ferida durante o sequestro, porém, sem gravidade. O indivíduo, residente em Juiz de Fora, estava do lado externo do ônibus da Viação Sampaio quando foi atingido pelos tiros.

Ao todo, 16 passageiros foram feitos reféns por três horas até a rendição de Paulo Sérgio de Lima, 29 anos, que foi posteriormente detido. O sequestrador estava a bordo do mesmo ônibus em que Bruno embarcaria, planejando fugir dos criminosos no Rio de Janeiro e buscar abrigo na residência de familiares na região de Juiz de Fora.

Segundo a Polícia Civil, Paulo Sérgio será acusado por tentativa de homicídio, sequestro e cárcere privado, além de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito com numeração suprimida. O indivíduo já possui histórico criminal, incluindo crimes cometidos no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Em setembro do ano passado, foi condenado a 16 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de um homem em Goianá, crime ocorrido em 2015, estando, no entanto, foragido da Justiça.

Com informações do g1.

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