Funcionárias da prefeitura são exoneradas por agressão contra mulher em Belford Roxo

As três trabalhavam na Secretaria da Mulher. O caso é investigado pela Polícia Civil

Antonia Viter denunciou ter sido agredida por três servidoras da Prefeitura de Belford Roxo durante um karaokê no último domingo (21), no município da Baixada Fluminense. Segundo a vítima, os golpes provocaram diversos hematomas no rosto e corpo, além de perda capilar. O caso é investigado pela Polícia Civil e as mulheres foram exoneradas dos cargos.

Nas redes sociais, Antonia compartilhou imagens dos ferimentos e desabafou sobre o episódio.

“Até onde as pessoas são capazes de ir por tão pouco? Por sorte não foi mais grave, pois se tivessem demorado mais um pouco para separar, uma tragédia poderia ter acontecido. Meu cabelo vai crescer, os machucados vão sarar, mas o meu psicológico nunca mais vai ser o mesmo. Eu espero que a justiça seja feita e que essas pessoas não saiam impunes”, escreveu.

A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela 54ª DP (Belford Roxo) | Reprodução / Instagram

As mulheres apontadas como envolvidas na agressão foram identificadas como Jenifer Lourenço de Souza, Rhayane Santana da Silva e Thays Mendes da Cruz. Elas trabalhavam na Secretaria da Mulher e foram exoneradas do cargo na última segunda-feira (22), conforme publicação no Diário Oficial assinada pela atual prefeita do município, Mariana Malta.

Decisão publicada no Diário Oficial | Divulgação

“Eu fiquei indignada ao tomar conhecimento do que aconteceu. Três servidoras comissionadas da Prefeitura de Belford Roxo agrediram outra mulher. E, gente, isso é inaceitável. Não tem justificativa, não tem explicação e, principalmente, não tem espaço dentro da nossa gestão. Já determinei à Secretaria de Assistência Social que preste toda assistência à vítima em tudo que ela precisar. Ela não vai estar sozinha. A prefeitura está ao lado dela”, declarou.

A Polícia Civil informou que o caso é investigado pela 54ª DP (Belford Roxo). Segundo a instituição, todas as envolvidas já foram ouvidas e encaminhadas para exame de corpo de delito — elas não estão presas.

Testemunhas também prestam depoimento, enquanto outras diligências seguem em andamento para esclarecer o crime.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa das mulheres. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

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