Frente de Combate a Fome fará vistoria em restaurante popular da Central

Ação será feita com a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos para checar denúncias de que o local não tem banco e nem cobertura para abrigar as pessoas

A Frente Parlamentar de Combate a Fome e a Miséria, da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), será reativa numa reunião marcada para o próximo dia 20, na Escola do Legislativo da Casa. Mas antes mesmo de formatar o trabalho para 2024, pelo menos uma ação já está em pauta: vistoriar os restaurantes populares do estado. E o primeiro deles será o Restaurante do Povo Herbert de Souza, na Central do Brasil.

O assunto veio à tona na sessão de terça-feira (12/03), quando a deputada Dani Monteiro (Psol) discursava no expediente final. Ela informou que a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, da qual é presidente, vem recebendo inúmeras denúncias sobre a falta de um espaço coberto no local para que as pessoas esperem o local abrir. A aglomeração começa às 9h e, muitas vezes, é preciso aguardar embaixo do sol forte.

 “Temos recebido várias denúncias. As pessoas não têm nenhuma cobertura em cima delas, não tem espaço para se sentarem. Então, imagine a pessoa chegar para o almoço às nove da manhã e ficar esperando na fila esse tempo todo. Não há nenhum procedimento do governo. Os Restaurantes Populares são uma política importante. Não podem ser abandonados como estão”, argumenta.

A ideia é que a vistoria seja feita em ação conjunta pelos dois colegiados. A coordenadora da frente parlamentar, deputada Renata Souza (Psol), que presidia a sessão, informou que já estava na pauta da reunião do dia 20 realizar visitas nos restaurantes populares. O mesmo acontecerá com as Cozinhas Solidárias e o Prato Feito, projeto da prefeitura do Rio.

“Entendemos que o combate à fome é algo central e importante. Espelhamos o projeto de lei das Cozinhas Solidárias, que hoje é o parâmetro de uma iniciativa nacionalmente criada pelo Guilherme Boulos (deputado federal-SP), aqui na Assembleia. Esperamos que possa ser votado o quanto antes para que possamos garantir que haja regulamentação sobre as Cozinhas Solidárias no âmbito do Estado”, disse, revelando que, segundo a Rede Brasileira de Pesquisas em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), 10% dos famintos do Brasil estão no Rio de Janeiro.

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