De acordo com uma publicação do jornal Le Monde, o governo francês estaria cogitando vender o prédio da Maison de France, na Av. Antônio Carlos, Centro do Rio.
O prédio foi Inaugurado em março de 1956 e fica praticamente na esquina da Avenida Beira Mar, ponto nobre da região Central junto ao aterro.
O terreno foi cedido à República Francesa pelo governo brasileiro com dupla finalidade: abrigar os serviços diplomáticos e contribuir para a difusão da cultura francesa no Brasil. O belíssimo teatro que existe no prédio foi palco de grandes espetáculos, inclusive, o espetáculo Mademoiselle Chanel, com Marília Pêra.
Durante a ditadura militar, o lugar era muito frequentado por intelectuais, por causa do seu acervo de livros e jornais “subversivos” — proibidos, à época.
Projetado por dois conhecidos arquitetos franceses, Auguste Rendu et Jacques Pilon, o prédio conhecido pelo o nome de Maison de France foi inaugurado por Juscelino Kubitschek, Presidente da República do Brasil, e por Maurice Faure, Ministro das Relações Exteriores do governo francês.
Aberto em 1956, o Teatro da Maison de France reabriu suas portas em fevereiro de 2002, na presença de Charles Josselin, Ministro da Cooperação e da Francofonia. Inteiramente renovado, com capacidade para 353 lugares, ele acolhe cada semana espetáculos de teatro, dança, concertos e sessões de cinema, colóquios e seminários.
O edifício, segundo especialistas, por ter sido doado com uma finalidade exclusiva, poderia ter o mesmo tipo de restrição à venda para terceiros que o antigo hospital ProMatre, na Avenida Venezuela.
Naquele caso, o imóvel não poderia ser vendido pela massa falida do hospital, pois foi doado pelo governo federal com a condição de ser um hospital. Por isso, teria que retornar ao patrimônio da união.
Resta saber se isso ocorreria neste caso em tela, por conta de um possível incidente diplomático.






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