Os fragmentos dos corpos das dez vítimas do acidente de avião ocorrido em Gramado foram retirados do local durante a madrugada e encaminhados ao Instituto Geral de Perícias (IGP) em Porto Alegre. Todas as vítimas eram membros da família Galeazzi, que estavam a bordo da aeronave. O avião partiu de Canela na manhã deste domingo e colidiu com a chaminé de um prédio logo após a decolagem, atingindo também uma casa, uma loja de móveis e uma pousada.
O Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul informou que, devido à gravidade do acidente, foram encontrados apenas fragmentos dos corpos, que estão agora em análise para identificação.
“Pela gravidade do acidente, os trabalhos finalizaram nesta madrugada e agora iniciamos a análise dos remanescentes humanos visando sua identificação. São muitos fragmentos e, infelizmente, nenhum corpo íntegro foi encontrado devido à complexidade do acidente aéreo. O IGP está trabalhando com equipes completas e exclusivas para atendimento em desastres, visando identificá-los com a maior celeridade possível”, declarou o órgão em comunicado oficial.
Durante uma coletiva de imprensa realizada na tarde de domingo, a Polícia Civil identificou as vítimas como sendo o empresário Luiz Cláudio Salgueiro Galeazzi, de 61 anos, sua esposa, três filhas do casal, a cunhada, o concunhado, a sogra e duas crianças. A família residia no estado de São Paulo e estava em Gramado para participar das festividades natalinas.
Transeuntes atingidos
De acordo com o governo gaúcho, 17 vítimas que estavam em solo receberam atendimento médico após o acidente, a maioria por inalar a fumaça do incêndio. Do total, cinco foram atendidas e liberadas pelo Hospital de Canela e doze ainda permaneciam internadas até a noite de domingo. Valdete Maristela Santos da Silva, de 52 anos, e Lizabel de Moura Pereira, de 56, funcionárias da pousada, foram transferidas para Porto Alegre. Elas sofreram queimaduras pelo corpo.
Outros hóspedes da pousada atingida tiveram que deixar o local e foram transferidos para outras acomodações na cidade. Testemunhas do acidente relataram que ouviram um estrondo e que se formou um corredor de “fumaça e neblina” na região. O gestor comercial Vinicius de Moraes, turista de Curitiba, contou que chegou a sentir um tremor no hotel onde estava hospedado.
Como será a investigação
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores da área de Canoas (RS) foram acionados para investigar o caso. Paralelamente, a Polícia Civil conduz a coleta dos dados e a apuração dos fatos que levaram ao incidente.
Segundo o perito responsável pelo caso, Valmor Gomes, o avanço das investigações depende da “retirada de elementos estruturais da aeronave”, que pertenceriam à fuselagem do avião, e cuja remoção depende da estabilização do local da queda. A área foi isolada pelas autoridades na manhã deste domingo, mas devido ao calor provocado pela explosão, as remoções só começaram no meio da tarde.
— Estamos com uma frente da Divisão de Porto Alegre e com um equipamento de scanner 3D para fazer todo o levantamento possível e subsidiar da melhor maneira possível a delegacia da Polícia Civil na solução desse inquérito — disse Gomes, neste domingo.
Com informações de O Globo.





