O blogueiro Allan dos Santos, considerado foragido pela polícia brasileira depois de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal, participou do passeio de moto do presidente Jair Bolsonaro com apoiadores em Orlando, nos Estados Unidos, neste sábado (11).
Ele apareceu em uma transmissão ao vivo pelo perfil do Facebook do presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente está em agenda nos Estados Unidos. O blogueiro aparece na garupa de um homem, a poucos metros da moto do mandatário brasileiro. Santos está à esquerda da imagem.
Mais cedo, em uma fala à imprensa, em Orlando (Flórida), Bolsonaro não negou que poderia encontrá-lo. “Se estiver presente, eu falo com ele. É um cidadão. Falo com ele, sem problema nenhum. É um cidadão brasileiro. Se expressou, se foi bem ou mal, sua pena jamais poderia ser ameaça de prisão”, disse Bolsonaro, segundo O Globo.
No Instagram, Allan dos Santos ironizou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes: “O Xandão [em referência ao ministro Alexandre de Moraes] não queria que eu participasse de motociata no Brasil, hein. Aí o que Deus faz? Traz a motociata pra cá”, disse.
Ele fez uma transmissão ao vivo pelas redes sociais com apoiadores do presidente, antes da chegada de Bolsonaro ao local. Por pouco mais de seis minutos, tirou fotos e gravou vídeos com bolsonaristas, reunidos desde o começo da manhã.
Allan dos Santos é investigado em dois inquéritos no STF. um que apura ameaças a ministros da Corte e disseminação de conteúdo falso na internet. O outro investiga o financiamento de atos antidemocráticos.
Em outubro do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes determinou sua prisão preventiva e que o Ministério da Justiça iniciasse sua extradição. Ao se tornar alvo de operações, Allan dos Santos deixou o Brasil e entrado nos EUA com visto de turista, já vencido.
A data da ida de Bolsonaro aos EUA coincide com a realização do Primeiro Congresso Conservador Brasileiro da Flórida. Allan dos Santos é um dos palestrantes do evento, que também vai contar com a participação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do deputado, condenado pelo STF e perdoado por Bolsonaro, Daniel Silveira (PTB-RJ), que deverá falar de forma remota. Em 20 de abril, Silveira foi condenado pelo STF a por ataques antidemocráticos a ministros, ao tribunal e à democracia. Hoje, ele é monitorado por tornozeleira eletrônica.






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