“Foi uma barra, o filho dele parece não querer acreditar”, diz tio de um dos agentes da PRF que morreu em acidente

Carlos Macedo e Rodrigo Fraga foram enterrados sob aplausos, salvas de tiros e sobrevoo de helicóptero; terceira vítima, Diego Figueiredo, foi sepultada em Botafogo

Parentes, colegas e amigos prestaram neste sábado (19) as últimas homenagens a dois dos três agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que morreram durante uma perseguição na Avenida Brasil, na madrugada de sexta-feira (18). Os corpos de Carlos Eduardo Mariath Macedo, de 41 anos, e Rodrigo Pizetta Fraga, de 46, foram sepultados no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, Zona Oeste do Rio, sob forte clima de comoção.

As capelas 4 e 5 ficaram lotadas por dezenas de pessoas, entre familiares e agentes da PRF, que acompanharam a cerimônia em comboio vindo da Superintendência Regional da corporação em Vigário Geral. O cortejo foi marcado por homenagens emocionantes: um helicóptero da PRF sobrevoou o cemitério e lançou pétalas de rosa sobre os caixões, enquanto seis salvas de tiros foram disparadas — três para cada policial.

Uma agente que preferiu não se identificar classificou as perdas como “irreparáveis”.

— Eram ótimos profissionais. Eram referências na PRF, regional e nacionalmente, por serem muito competentes e combativos. A Polícia está em luto. Sentimos muito a perda deles de maneira tão repentina. Isso só mostra como a criminalidade está no Rio de Janeiro, e a polícia tenta combater da maneira que dá, ao custo da própria vida. Estou muito chateada. Poderia ser eu. Mas não podemos ter medo. Sentimos tristeza. Medo não — afirmou.

Carlos Macedo era casado, pai de dois filhos pequenos, e torcedor do Vasco. Atuava na Delegacia da PRF em Duque de Caxias, assim como Rodrigo Fraga, pai de uma menina e torcedor do Flamengo. Ambos entraram na corporação em 2017.

Rodrigo Mattoso, tio de Carlos, também lamentou a tragédia.

— Carlos era um pai exemplar, um marido excepcional e que, por onde passou, coleciona grandes amizades. Era uma pessoa do bem e muito participava na família. Quando eu soube da morte dele, foi uma barra, porque a gente nunca imagina, mas é impressionante como essas coisas sempre acontecem com gente do bem. A esposa dele, Rafaela, está muito abalada e com dois meninos pequenos para cuidar. Um de dois anos e um de nove. O mais novo não tem noção do que houve. Já o mais velho foi informado de maneira mais lúdica, mas ainda não assimilou muito bem. Parece não estar querendo acreditar — relatou.

O sepultamento do terceiro agente, Diego Abreu de Figueiredo, de 46 anos, aconteceu também na tarde deste sábado, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul. A PRF decretou luto oficial de três dias em todo o país.

Com informações do Extra.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading