O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou um relatório destacando a resiliência da economia brasileira, apesar dos desafios representados pela elevada dívida pública. O documento, baseado no Artigo IV, que realiza uma avaliação anual dos países-membros, elogiou a Reforma Tributária do Brasil, classificando-a como um avanço significativo em direção a uma agenda de crescimento sustentável.
Em relação às projeções econômicas, o FMI revisou para baixo a expectativa de crescimento do PIB brasileiro para 2024, projetando agora uma expansão de 2,1%. Essa revisão considera uma política monetária ainda restritiva, um déficit fiscal menor, além dos impactos das enchentes no Rio Grande do Sul e a normalização da produção agrícola após o recorde alcançado em 2023.
O índice de preços deve retornar à meta apenas em 2026, de acordo com o FMI, devido a incertezas persistentes, como possíveis erros na política monetária global, volatilidade nos preços das commodities e instabilidade financeira global. As enchentes no Rio Grande do Sul são apontadas como um fator adicional de incerteza, com potencial para afetar as cadeias de fornecimento de forma mais severa do que o esperado.
Apesar dos desafios, o FMI reconheceu a solidez do sistema financeiro brasileiro, a adequada posse de reservas cambiais, a baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, as robustas reservas de caixa do governo e a taxa de câmbio flexível como elementos que sustentam a resiliência econômica do Brasil.
Quanto à política monetária, o Fundo considerou o ritmo de flexibilização da taxa de juros como apropriado e consistente com as metas de inflação. Elogiou também a comunicação eficaz do Banco Central em orientar as expectativas do mercado.
Em termos de recomendações, o FMI incentivou o avanço das reformas estruturais no Brasil, destacando a importância de melhorar a integração comercial, aumentar a eficiência dos programas sociais e tornar o sistema tributário mais progressivo. Essas medidas, segundo o FMI, não apenas poderiam impulsionar a produtividade, mas também ajudar na redução das desigualdades e na promoção da sustentabilidade fiscal do país.
Com informações de O Globo.





