Uma fiscalização da Secretaria de Proteção à Defesa do Consumidor (Sedecon) constatou que um posto de combustíveis da bandeira Shell, na Zona Norte da cidade, estava desviando o volume de gasolina entregue aos consumidores. A apuração identificou um desvio de 30% na medição, com cobrança acima do volume real abastecido — prática classificada pela pasta como reincidente no estabelecimento.
O flagrante foi registrado durante vistoria conduzida pelo secretário de Proteção e Defesa do Consumidor, João Vitor Pires. A ação foi gravada e divulgada pelo próprio Pires.
Desvio identificado durante a medição
De acordo com o secretário, a equipe utilizou dois galões de 20 litros para aferir o volume real de combustível. Ao final do procedimento, a bomba registrava 52 litros, quando o correto seria 40. “Há 52 litros aqui, sendo que abastecemos nossos dois galões de 20 litros cada. O volume correto na bomba deveria ser de 40 litros, mas constatamos 52”, afirmou.
Ele destacou que esta não foi a primeira ocorrência no endereço: o posto já havia sido flagrado anteriormente cometendo o mesmo tipo de fraude contra os consumidores.
Durante a vistoria, funcionários desligaram as bombas eletronicamente, impedindo a continuidade dos testes. Para Pires, isso evidencia a tentativa de impedir a atuação da fiscalização. “Desligaram as bombas. Isso demonstra a postura dos responsáveis. Não conseguimos realizar mais testes porque as bombas foram desligadas eletronicamente”, declarou.
Posto continua funcionando por decisão judicial
Apesar do flagrante, o estabelecimento segue operando. Isso ocorre porque os proprietários obtiveram na Justiça uma liminar que impede a prefeitura de interditar o local e aplicar novas sanções administrativas. “Essa liminar impede a interdição do posto neste momento e a aplicação de novas sanções. Ainda assim, reuniremos as evidências coletadas hoje e apresentaremos ao Judiciário”, disse o secretário.
A pasta ressaltou, no entanto, que a decisão judicial não autoriza o posto a continuar fraudando consumidores — ela apenas suspende medidas imediatas de interdição. A prefeitura deve recorrer, argumentando que o estabelecimento estaria se valendo da liminar para repetir práticas ilícitas.
Ações de combate a fraudes no abastecimento
A secretaria afirma realizar mais de 30 operações por dia com cinco veículos dedicados à fiscalização. Segundo a pasta, o objetivo é coibir adulterações, desvios e cobranças irregulares em postos.
“Aqueles que persistirem em práticas desonestas serão punidos”, afirmou Pires, reforçando que a prefeitura seguirá fiscalizando e monitorando estabelecimentos suspeitos.






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