O ex-assessor de Bolsonaro Felipe Martins foi punido nesta quinta-feira com a aplicação de uma advertência pela Comissão de Ética Pública da Presidência (CEP). Ele foi alvo de um procedimento instaurado no colegiado para apurar o gesto racista que teria feito em uma audiência pública no Senado, em maio de 2021.
O ex-assessor de Bolsonaro acompanhava a audiência do então ministro Ernesto Araújo no plenário, quando fez um gesto na lapela do paletó com três dedos em formato um W, de “white”, e o polegar junto ao indicador formando a letra “P”, de power. O sinal é usado por supremacistas para exaltar o “poder branco”.
Também chamada de “censura ética” Martins, a medida é uma espécie de advertência que consta no currículo da pessoa e será destacada em análises para preencher cargos públicos.
A mesma punição foi aplicada pela comissão ao ex-ministro da Educação do governo Bolsonaro, Abraham Weintraub. Ele era investigado num procedimento sobre “supostas manifestações públicas indevidas”, deboche da imagem do educador Paulo Freire e proibição de manifestações em instituições de ensino.
Na reunião de quinta-feira, a CEP também instaurou um processo de apuração sobre o ex-ministro e hoje deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ).
A base é uma matéria do jornal “Folha de S.Paulo”. A reportagem trouxe uma gravação na qual o então ministro da Saúde prometeu, a um grupo de intermediadores, comprar 30 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac pelo triplo do preço negociado pelo Instituto Butantan. A denúncia apura a prática de improbidade administrativa.
Com informações da colunista Bela Megale, de O Globo.





