A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu punir o ex-presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, e investigar as condutas do ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e do assessor internacional do presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins.
Sérgio Camargo, que saiu do governo e fracassou na eleição para deputado federal por São Paulo, recebeu a maior punição aplicada a um ex-funcionário do Executivo federal: uma reprimenda da administração pública, que fica marcada no currículo profissional.
Ele foi acusado de praticar assédio moral, publicar manifestação indevida em redes sociais e discriminar religiões e lideranças de matriz africana.
Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa, será investigado em consequência das denúncias de assédio sexual e moral apresentadas em julho por funcionárias do banco. As acusações custaram o cargo a Guimarães e foram levadas à Justiça.
Em nota, o advogado de Guimarães disse que ele “sempre respeitou funcionárias e funcionários do banco” e que, “infelizmente foi vítima do debate político acalorado dos últimos tempos”.
A Comissão de Ética também determinou abertura de investigação sobre Filipe Martins, acusado de usar um gesto racista durante um evento no Senado. Martins foi denunciado à Justiça e absolvido por falta de provas.
A Comissão arquivou procedimento contra o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, suspeito de irregularidades na compra de medicamentos, e também arquivou a apuração de denúncias contra o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e o ex-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem. Eles teriam usado a Abin para orientar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso da rachadinha.





