Família de Alagoas vive drama após erro em identificação de corpos em acidente no Rio

Troca de corpos foi no IML de Angra dos Reis; família de vítima de Maceió aguarda autorização judicial para exumação.

A dor da perda se transformou em um verdadeiro pesadelo para a família de Andréa Catharina Freitas Andrade, de 49 anos, vítima de um acidente de trânsito na rodovia Rio-Santos, em Mangaratiba. O corpo enviado para Maceió, onde ela seria sepultada, não era o dela, mas sim de outra vítima da mesma tragédia.

O acidente ocorreu na última semana, quando Andréa viajava com o marido. O carro do casal bateu de frente com outro veículo, e os dois morreram na hora. A motorista do outro carro, que também não resistiu, tinha características físicas semelhantes às de Andréa, o que teria contribuído para a confusão na identificação.

Os três corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Angra dos Reis, onde ocorreu o erro. Enquanto o corpo de Andréa foi enterrado em Angra por engano, pela família da outra vítima, o de Maceió foi transportado como se fosse dela, revelando a troca apenas no momento do funeral.

O irmão de Andréa, que foi ao Rio para organizar o traslado, não pôde ver o corpo no IML, sendo informado de que a identificação havia sido confirmada por exame de impressões digitais. O choque veio quando, já diante do caixão em Maceió, a família percebeu que não se tratava dela.

Agora, em meio ao luto, os parentes enfrentam a burocracia para conseguir uma autorização judicial que permita a exumação do corpo enterrado em Angra dos Reis e a devolução digna de Andréa à sua cidade. O processo, segundo a família, está lento e aumenta ainda mais o sofrimento.

Natural do Rio de Janeiro, Andréa se mudou para Alagoas ainda bebê, mas havia retornado à capital fluminense há seis meses, após se casar com um policial militar reformado. O reencontro com a família alagoana, porém, acabou marcado por uma sucessão de falhas que expõem não só a tragédia do acidente, mas também a dor causada pela má gestão na identificação de vítimas.

Enquanto aguardam a Justiça, os familiares vivem a angústia de não poder encerrar o luto e dar o último adeus de forma digna

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