Ex-subsecretária de Inteligência da SSP diz que alertou sobre “ânimos exaltados” dos bolsonaristas antes da tentativa de golpe

A Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) disse que alertou aos integrantes da pasta, incluindo superiores, sobre os “ânimos exaltados” dos bolsonaristas antes da tentativa de golpe, segundo Marília Ferreira Alencar, ex-subsecretária de Inteligência da SSP. Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos, da Câmara Legislativa do Distrito Federal…

A Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) disse que alertou aos integrantes da pasta, incluindo superiores, sobre os “ânimos exaltados” dos bolsonaristas antes da tentativa de golpe, segundo Marília Ferreira Alencar, ex-subsecretária de Inteligência da SSP.

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos, da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nesta quinta-feira (9/3), ela detalhou os avisos.

“Várias frações de Inteligência avisavam sobre ânimos exaltados. Às 12h30 do dia 7, informamos: ‘Ânimos exaltados e dispostos a animosidade com forças de segurança’, ‘falas de incitação como ocupação de prédios públicos, sem liderança específica’. As frações de inteligência são daquele momento.”

Porém, ela argumentou que esses avisos mudavam constantemente. “Em outros momentos, os ânimos estavam pacíficos. Sábado à noite, estavam se organizando para dormir, não sei. Recebemos informes de que os ânimos estavam tranquilos.”

Ainda segundo a ex-subsecretária da pasta, a equipe de Inteligência não tinha a confirmação sobre o deslocamento dos manifestantes para a Esplanada dos Ministérios.

“Não sabíamos se eles iriam para a Esplanada, havia divergência entre eles à noite. Domingo de manhã, eles acordaram, tivemos informe de ânimos pacíficos, e 9h decidiram que iam descer às 13h”, relatou Marília.

A ex-subsecretária afirmou considerar que a inteligência da pasta não fracassou em relação à tentativa de golpe:

“Não acho que a Inteligência fracassou. As informações circularam. O que se tinha foi recebido e repassado. A ideia de invasão [dos prédios públicos] foi informada. A gente informou. Não foi só a subsecretaria. Várias agências. Acho que a inteligência da PM trabalhou muito bem, inclusive”, avaliou.

Marília pontuou diversas vezes, durante o depoimento, que o trabalho de inteligência da secretaria era mais estratégico, sem a ação de campo. “Minha área era fazer o acompanhamento de Inteligência, o que fizemos a cada minuto. Sobre os demais, não é minha área, não fico confortável para dizer”, disse.

As informações são do Metrópoles.

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