Investigada por injúria, a ex-jogadora de vôlei Sandra Mathias Correia de Sá é esperada para depor às 10h30 desta quarta-feira, na 15ª DP (Gávea). Em vídeos compartilhados nas redes sociais, a ex-atleta aparece agredindo verbal e fisicamente o entregador Max Angelo Alves dos Santos, de 36 anos: em um dos momentos, ela chega a usar a guia para conduzir o cachorro para chicotear o homem.
Ontem, a prefeitura suspendeu a licença da escolinha de vôlei de Sandra na Praia do Leblon.
Na unidade policial, inicialmente, na última quarta-feira, Max registrou ocorrência como injúria. O entregador narrou ter sido xingado de várias formas, como “vagabundo, marginal”, além de ter ouvido um “vou mandar te prender, seu favelado”.
Já no domingo de Páscoa, Max retornou à unidade policial e declarou que, após ter tentado “acalmar os ânimos” de Sandra — que teria agredido verbalmente uma outra entregadora —, levou “chicotadas”: a professora tirou “a correia que estava presa ao cão e começou a agredir” o entregador.
À polícia, Max afirmou estar com “dores nas costas” e que desejava representar criminalmente mais uma vez contra Sandra, dessa vez “em face das lesões corporais”. O entregador foi encaminhado à realização de um exame de corpo de delito.
Max mora na Rocinha com a atual esposa, Jaqueline dos Santos Lopes, autônoma de 39 anos. Pai de três filhos, que moram com a ex-companheira no município de Queimados, na Baixada Fluminense, ele nem sabe como contará para os filhos sobre tudo que aconteceu. Max é o homem no vídeo publicado nas redes sociais em que Sandra aparece agredindo como uma coleira de cachorro.
— Complicado uma criança assistir um vídeo desses, é bem pesado. Acredito que a mãe deles não tenha deixado eles verem, mas que fique de exemplo: com certeza eles levam para vida deles, aprendem a não abaixar a cabeça para ninguém — desabafa Max, que diz que foi ameaçado pela professora, que disse ser parente de agentes da polícia.
O entregador exerce a função há um ano e meio, após perder o emprego de porteiro, no próprio bairro de São Conrado. Na última terça-feira, conta ter sido a primeira vez em que foi alvo de ataques durante o expediente.
A agressora já tem outras passagens pela polícia:

Nas redes sociais, a agressora se identificava como bolsonarista durante a campanha eleitoral.

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