EUA bombardeiam Irã pela 7ª noite e conflito amplia tensão no Oriente Médio

Estados Unidos afirmam ter atingido apenas alvos militares, enquanto o Irã lançou ataques contra bases no Bahrein, Kuwait e Jordânia

A guerra entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo neste sábado (18), com a sétima noite consecutiva de bombardeios americanos contra alvos iranianos e uma nova rodada de ataques de retaliação promovidos por Teerã contra bases militares no Bahrein, Kuwait e Jordânia. A escalada aumenta a preocupação internacional com a possibilidade de um conflito regional de maiores proporções.

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), os ataques atingiram exclusivamente instalações militares e de infraestrutura logística utilizadas pelas forças iranianas.

EUA afirmam ter atingido infraestrutura militar

De acordo com os militares americanos, a ofensiva teve como alvo centros de vigilância, depósitos subterrâneos de armas, instalações logísticas e recursos marítimos ligados às forças iranianas.

Autoridades da província iraniana de Hormozgan informaram que os bombardeios deixaram ao menos três mortos e oito feridos, além de provocarem danos em duas pontes e um túnel.

A imprensa estatal iraniana também relatou ataques em cidades como Ahvaz, Bushehr, Bandar Abbas, Ilha de Qeshm, Lar, Darab e Yazd.

Irã responde com ataques a bases militares

Em resposta, as Forças Armadas iranianas anunciaram ataques contra o campo militar de Al Adiri, além da base Ali Al Salem, no Kuwait, da base aérea de Al Azraq, na Jordânia, e da base aérea de Sheikh Isa, no Bahrein.

Segundo Teerã, essas instalações estariam sendo utilizadas pelos Estados Unidos para lançar ataques contra o território iraniano.

A Jordânia informou que seus sistemas de defesa interceptaram dez mísseis iranianos, afirmando que não houve vítimas nem danos.

No Bahrein, o Ministério do Interior comunicou que diversos ataques foram neutralizados pelos sistemas de defesa aérea.

Já o Kuwait informou que drones atingiram uma segunda usina de energia e uma instalação de dessalinização, provocando incêndios e paralisando parte da produção.

Estreito de Ormuz segue no centro da crise

O Estreito de Ormuz voltou a ser um dos principais focos de tensão do conflito.

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou a interceptação de quatro embarcações que tentavam atravessar a região sem autorização. O grupo também afirmou que dois petroleiros explodiram após atingirem minas, atribuindo o episódio à atuação dos serviços de inteligência dos Estados Unidos.

Os militares americanos negaram essa versão.

O bloqueio da passagem marítima preocupa governos e o mercado internacional, já que o estreito é uma das principais rotas para o transporte mundial de petróleo.

Risco de guerra regional preocupa especialistas

Na sexta-feira, o conselheiro militar do líder supremo do Irã, Mohsen Rezai, afirmou que o país poderá entrar em uma “fase de ofensiva total” caso os ataques americanos continuem pelos próximos dias.

A Guarda Revolucionária também declarou que as operações militares prosseguirão até que haja segurança na costa sul iraniana e no Estreito de Ormuz.

Especialistas alertam que a sequência de ataques aumenta o risco de uma guerra regional envolvendo outros países do Oriente Médio, comprometendo ainda mais as tentativas diplomáticas de interromper os confrontos.

Escalada ocorre após fracasso das negociações

A atual onda de ataques acontece cerca de um mês após Estados Unidos e Irã anunciarem um acordo que poderia abrir caminho para novas negociações.

Entretanto, a retomada das hostilidades, iniciada no início de julho, interrompeu o processo diplomático e intensificou os confrontos no Golfo Pérsico e em outras áreas estratégicas da região.

Analistas avaliam que o agravamento da crise pode gerar impactos diretos na segurança internacional, no fornecimento global de petróleo e na estabilidade política do Oriente Médio.

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