Esquema do Comando Vermelho que lavava dinheiro do traficante Professor tem 15 pessoas e seis empresas investigadas

Viviane Noronha, esposa de MC Poze do Rodo, está entre os investigados por suspeita em esquema de lavagem de dinheiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga um complexo esquema de lavagem de dinheiro ligado ao traficante Fhillip da Silva Gregório, o “Professor”, um dos chefes do Comando Vermelho no Complexo do Alemão. A apuração envolve 15 pessoas físicas e seis empresas, entre elas a influenciadora digital Viviane Noronha, esposa do cantor de funk MC Poze do Rodo. A informação é do jornal O Globo, que acompanhou os desdobramentos da operação policial.

De acordo com os investigadores, o grupo teria movimentado mais de R$ 250 milhões nos últimos cinco anos por meio de laranjas, produtoras de bailes funk e empresas de fachada. Estabelecimentos como um bar com shows na Região dos Lagos e um restaurante especializado em picanha no Rio também estão sob suspeita de terem sido utilizados para escoar recursos da organização criminosa.

O traficante Professor, morto no último domingo, seria o responsável por montar a estrutura de lavagem, que incluía remessas para Ponta Porã (MS), cidade usada para compra de armas e drogas. A operação mais recente da polícia foi deflagrada na última terça-feira (3), com o objetivo de desarticular o núcleo financeiro da facção.

Viviane Noronha é apontada como uma das beneficiadas com repasses milionários provenientes dessas empresas. A influenciadora, que esteve ao lado de Poze do Rodo quando ele foi libertado do Complexo de Gericinó nesta semana, foi intimada a depor após acusar publicamente a polícia de ter “sumido” com joias durante uma operação de busca e apreensão na residência do casal, no Recreio dos Bandeirantes.

O delegado Moyses Santana, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), rebateu as acusações, informando que toda a ação foi registrada em vídeo e acompanhada por Viviane. Segundo ele, a influenciadora será ouvida para esclarecer as acusações que fez nas redes sociais.

Já o delegado Jefferson Ferreira, da Delegacia de Roubos e Furtos, detalhou que parte das transações investigadas envolviam produtoras de bailes funk ligadas ao Comando Vermelho. Um dos operadores do esquema, que chegou a movimentar R$ 30 milhões em um ano, estava até mesmo inscrito no auxílio emergencial do governo federal.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro informou que a apuração segue em andamento e que aguarda o relatório final da Polícia Civil. Enquanto isso, MC Poze, que responde por apologia ao tráfico e associação criminosa, usou as redes sociais para criticar a nova intimação: “Sai do nosso pé”, escreveu o cantor.

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